Isolado? Em campo, Cavani mostra boa relação com colegas, mas sai calado

Do UOL, em São Paulo

  • Franck Fife/AFP

O que acontece nos bastidores é outra história, mas Neymar e Cavani não deixaram o desentendimento transparecer dentro de campo nesta quarta, na vitória por 3 a 0 sobre o Bayern de Munique. Há quem diga que o uruguaio está socialmente isolado dos companheiros de PSG, mas não foi essa a imagem que tentou passar no gramado do Parc des Princes. Pelo menos durante os 90 minutos, o veterano fez grande esforço para demonstrar entrosamento com os brasileiros e com Mbappé. Uma vez encerrado o jogo, no entanto, saiu calado.

Franck Fife/AFP

Falando no francês, a maioria dos passes recebidos pelo camisa 9 foi feita por ele: o recém-chegado manteve-se neutro e chegou a tentar mais assistências para o uruguaio do que para Neymar. Aos 30 do primeiro tempo, por exemplo, Mbappé levantou a cabeça e viu os dois craques em boa condição à sua frente, mas optou pelo passe para Cavani marcar o segundo do PSG.

Thibault Camus/AP

Todo mundo prestou atenção à comemoração: será que os dois se abraçariam? Bem, Neymar não foi o primeiro a correr para cumprimentar Cavani, já que o camisa 10 escolheu abraçar Mbappé primeiro. Também não foi o segundo ou o quinto, mas o abraço finalmente saiu. Os dois fizeram o esforço para demonstrar boa relação pelo menos dentro de campo.

Franck Fife/AFP

O gol deixou o trio ainda mais solto no ataque, de modo que nenhum deles estava unicamente preso em um lado do campo. Os três flutuavam na área adversária, como quando Mbappé desceu em velocidade pela direita e encontrou Neymar dentro da área; o brasileiro poderia ter dominado para chutar, já que estava de frente para Ulreich, mas decidiu tocar de letra para Cavani, que vinha de trás. O uruguaio chutou em cima do goleiro.

Christophe Simon/AFP

Já no segundo tempo, Mbappé driblou todo mundo que encontrou pela direita do ataque e claramente tentou cruzar rasteiro para Cavani, que não estava tão marcado quanto Neymar. Mas o corte da zaga entregou a bola de presente para o camisa 10, que foi oportunista como um centroavante e só empurrou para a rede. Comemoração com direito a toquezinho de mão de Cavani!

Benoit Tessier/Reuters

Neymar ainda desperdiçou uma oportunidade com um chute que saiu alto demais, mas recebeu o devido carinho do colega que estava mais próximo. Coincidentemente ou não, este era Cavani, que lhe fez um breve cafuné de consolo. Não é um grande indício de amizade duradoura, mas já é um gesto significativo diante de tanta confusão nas últimas duas semanas. Ainda houve um cumprimento geral para a torcida parisiense após o apito final, quando todos os jogadores do PSG deram as mãos e agradeceram ao público do Parc des Princes.

Franck Fife/AFP

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