Crise? Neymar e Cavani marcam em vitória do PSG sobre o Bayern e se abraçam

Do UOL, em São Paulo

  • Benoit Tessier/Reuters

Na primeira vez em que estiveram em campo juntos após o desentendimento vir a público, Neymar e Cavani lideraram a vitória por 3 a 0 do PSG sobre o Bayern de Munique, nesta quarta-feira (27), pela segunda rodada do grupo B da Liga dos Campeões, e tomaram algumas atitudes na tentativa de deixar a crise de lado pelo menos dentro de campo. Os gols foram feitos por Dani Alves, Cavani e Neymar.

No entanto, a dupla de craques não teve que se decidir sobre quem cobraria alguma penalidade, já que a cena que iniciou a queda de braço entre os dois não voltou a se repetir nesta quarta. O time francês segue líder e 100% na primeira fase da competição, com três pontos de vantagem sobre o próprio Bayern. Na outra partida da chave, o Celtic também venceu o Anderlecht por 3 a 0 fora de casa e avançou para o terceiro lugar.

Neymar x Cavani

Thibault Camus/AP

Se fôssemos avaliar a situação apenas com base nesse jogo, nós poderíamos dizer que não há qualquer problema entre os dois. É verdade que Neymar esperava receber a bola de Mbappé aos 30, quando o francês fez boa jogada pela direita, mas a bomba de Cavani no ângulo esquerdo de Ulreich não deixou dúvida sobre a capacidade do uruguaio, que marcou em seis de suas últimas partidas na Champions. Golaço!

A comemoração gerava tanta ansiedade quanto o próprio gol: será que os dois vão se cumprimentar? Eles demoraram um pouco e fizeram todo mundo pensar que não haveria um abraço, mas ele finalmente aconteceu. Discreto e rápido, mas cheio de significado. Pouco depois, Cavani ainda consolou Neymar por uma chance perdida.

Charles Platiau/Reuters

O trio de craques se soltou ainda mais depois do gol: aos 38 do primeiro tempo, por exemplo, Mbappé desceu em velocidade pela direita e encontrou Neymar dentro da área; o brasileiro poderia ter dominado para chutar, mas escolheu tocar de letra para Cavani, que vinha de trás e chutou em cima do goleiro Ulreich.

Quando um lance parecido ocorreu aos 17 do segundo, entretanto, Neymar não vacilou. Mbappé fez linda jogada pela direita, driblou todo mundo que encontrou pelo caminho e cruzou rasteiro para a pequena área, provavelmente em busca de Cavani. A zaga fez um corte simples, sem afastar de vez, e acabou entregando a bola de presente para o brasileiro, que fuzilou a rede.

O caminho do Hexa?

Charles Platiau/Reuters

É inegável que Daniel Alves é um dos melhores amigos de Neymar no futebol, relação que já vem muito forte desde os tempos de Barcelona e muito antes de qualquer desentendimento com Cavani. A dupla funcionou muito bem nesta quarta, para a alegria de quem torce pelo sucesso da seleção brasileira.

E o fez logo no primeiro minuto do jogo, quando Neymar carregou a bola pela esquerda, com a imensa categoria que já não é novidade, e encontrou Dani Alves invadindo a área pela direita. O lateral só teve que chutar cruzado para explodir de vez a festa no Parc des Princes.

O golpe veio cedo

Benoit Tessier/Reuters

Já é difícil sofrer um gol fora de casa e em um estádio lotado; pior ainda quando isso acontece logo no primeiro minuto do jogo. Mesmo sentindo muito o baque, o Bayern até se embalou para o ataque durante metade do primeiro tempo, mas não conseguiu reunir a frieza para concluir bem as jogadas.

As tentativas normalmente passavam por James Rodríguez, que foi substituído por Coman no intervalo – Ancelotti deve ter percebido a ansiedade do colombiano. A melhor oportunidade do time alemão foi protagonizada por Javi Martínez, que recebeu a bola ajeitada por Lewandowski e chutou de três dedos, da entrada da área, para uma grande defesa de Aréola.

FICHA TÉCNICA
PSG 3 X 0 BAYERN DE MUNIQUE

Data e hora: 27 de setembro de 2017, às 15h45 (de Brasília)
Local: Parc des Princes, em Paris (França)
Árbitro: Antonio Mateu Lahoz (Espanha)
Auxiliares: Pau Cebrián Devís e Javier Rodriguez (Espanha)
Cartões amarelos: Verratti (PSG); Kimmich e Vidal, Thiago Alcantara (Bayern)
Gols: Dani Alves, no primeiro minuto do jogo, Cavani, aos 31 do primeiro tempo, e Neymar, aos 17 do segundo (PSG)

PSG: Aréola; Dani Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Kurzawa; Thiago Motta (Lo Celso), Verratti (Draxler) e Rabiot; Mbappé (Di Maria), Neymar e Cavani
Técnico: Unai Emery

BAYERN: Ulreich; Kimmich, Sule, Javi Martínez e Alaba; Thiago Alcantara, Vidal, Tolisso (Rudy) e James Rodríguez (Coman); Thomas Muller (Robben) e Lewandowski
Técnico: Carlo Ancelotti

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