Tottenham atropela Real Madrid, dá olé e se classifica para as oitavas

Do UOL, em São Paulo

  • Eddie Keogh/Reuters

Teve até olé. Nesta quarta-feira, o Tottenham atropelou por 3 a 1 o ineficiente Real Madrid, pela quarta rodada da Liga dos Campeões, e fez a alegria de sua torcida nas cadeiras de Wembley, em Londres. Dele Alli marcou duas vezes e Eriksen fechou a conta para os Spurs; Cristiano Ronaldo descontou.

O astro português, no entanto, foi bem marcado, pouco fez durante o jogo além do gol e chegou a atrapalhar uma conclusão de Sergio Ramos. Outro que gerava expectativa para o duelo, Harry Kane só conseguiu dividir a defesa do Real e estender o tapete vermelho para Dele Alli.

O resultado classifica o Tottenham para as oitavas de final da Champions League: agora, os Spurs chegaram a 10 pontos, três a mais que o próprio Madrid, e já não podem mais ser alcançados por Borussia Dortmund ou APOEL, que se anularam com um empate por 1 a 1.

Dele Alli e, enfim, o desempate

Matt Dunham/AP

Antes de entrarem em campo, Tottenham e Real Madrid estavam absolutamente empatados no grupo H, com os mesmos sete pontos, duas vitórias, um empate, sete gols marcados e dois sofridos. Isso até que Dele Alli fizesse o gol do desempate e da liderança isolada dos ingleses, com um leve toque após cruzamento de Trippier, que estava em posição irregular - ao contrário da Libertadores, a Liga dos Campeões não tem o recurso do árbitro de vídeo.

O primeiro confronto entre os dois times nesta edição da Champions, em outubro, havia terminado empatado por 1 a 1. É importante lembrar que Dele Alli não estava em campo na ocasião, já que cumpria suspensão por um cartão vermelho recebido ainda na temporada passada. Ou seja, enquanto todos olhavam para Harry Kane nesta quarta, o jogador de 21 anos acabou se confirmando como um fator diferencial dos Spurs.

Foi assim que ele ampliou a vitória do Tottenham. Aos 10 minutos do segundo tempo, se viu com liberdade e espaço para carregar a bola sozinho pela intermediária, deu um drible seco em Casemiro, que chegou a cair em um carrinho, e chutou para o gol. A bola caprichosamente bateu em Sergio Ramos e iludiu Casilla antes de entrar. Fora os dois gols, Dele Alli só não teve uma assistência computada porque Kane não aproveitou o passe.

Onde estava Cristiano?

Frank Augstein/AP

Em um momento em que a torcida do Tottenham já havia até se cansado de gritar "olé", ele fez o gol de honra do Real. Mas a bola só entrou aos 34 do segundo tempo, no rebote de um cabeceio de Modric. A bola sobrou e ficou apenas aguardando a conclusão de CR7.

No primeiro tempo, o português ficou na sombra de seus eficientes marcadores. Ele até tentou muito, mas estava sempre cercado pelos adversários e isolado de Isco e Benzema. Por isso, aos 31 do primeiro tempo, Cristiano acabou optando pela jogada individual: corte para a direita, corte para a esquerda e chute para a defesa de Lloris.

O atual melhor jogador do mundo ainda impediu que o Real fizesse o que seria seu primeiro gol. Aos 16 do segundo tempo, depois de Trippier tirar em cima da linha, a bola ficou pingando na pequena área. Sergio Ramos tentou o chute, mas acabou trombando com Cristiano Ronaldo e os dois se anularam no lance.

John Sibley/Reuters

Olé!

O jogo provavelmente foi um "esquenta" da torcida antes das festas nos pubs de Londres. Gritos de olé surgiram a partir dos 25 minutos do primeiro tempo, quando o Tottenham já vencia por 3 a 0, e só deixaram o Real mais e mais nervoso. Se os ingleses eram só alegria nas cadeiras de Wembley, o mesmo não pode ser dito sobre essa torcedora merengue, que chorava.

reprodução/Fox Sports

Harry Kane deu trabalho

Matt Dunham/AP

Até o anúncio oficial da escalação, ninguém tinha certeza sobre a titularidade de Harry Kane, que sentiu dores musculares durante a semana e não enfrentou o Manchester United no último sábado, pelo Campeonato Inglês. Ele voltou nesta quarta e, sob uma perspectiva de efetividade, deu mais trabalho em campo que Cristiano Ronaldo. Foi dele a ótima assistência para o gol de Eriksen, o terceiro do Tottenham.

Nos primeiros 10 minutos de jogo, foram pelo menos duas as vezes em que o inglês saiu no mano a mano com o último homem de linha do Real. Este era quase sempre o atento Sergio Ramos, que até conseguiu barrar as investidas do centroavante, mas o trabalho dobrado que teve na função acabou abrindo espaço para a corrida dos que vinham de trás, como o próprio Dele Alli.

Podia ter sido pior

Ben Stansall/AFP

Ah, podia. O time espanhol tinha a posse da bola desde o início, mas sua ineficiência gerava duas preocupações simultâneas: enquanto os craques do Real não conseguiam exigir de Lloris mais do que defesas simples, como no chute de Isco no primeiro lance da partida ou na batida rasteira de Casemiro aos 28, o Tottenham descia muito bem em seus contra-ataques e tinha espaço para acionar Kane de cara com Casilla.

O goleiro fechou bem a meta nos momentos de apagão do sistema defensivo do Real, embora tenha sido ligeiramente subestimado pelo ataque do Tottenham: os jogadores do clube inglês pareciam insistir nas finalizações por cobertura, mas todas as bolas levantadas por Harry Kane, por exemplo, morreram nas luvas de Casilla.

FICHA TÉCNICA
TOTTENHAM 3 X 1 REAL MADRID

Data e hora: 1 de novembro de 2017, às 17h45 (de Brasília)
Local: estádio de Wembley, em Londres (Inglaterra)
Árbitro: Cuneyt Cakir (Turquia)
Auxiliares: Bahattin Duran e Tarik Ongun (ambos da Turquia)
Cartão amarelo: Dembélé (Tottenham)
Gols: Dele Alli, aos 25 minutos do primeiro tempo e aos 10 do segundo, e Eriksen, aos 19 do segundo (Tottenham); Cristiano Ronaldo, aos 35 do segundo (Real)

TOTTENHAM: Lloris; Davinson Sánchez, Alderweirdeld (Sissoko), Vertonghen e Trippier; Winks (Dembélé), Dier, Eriksen, Davies e Dele Alli; Harry Kane (Llorente)
Técnico: Mauricio Pochettino

REAL MADRID: Casilla; Achraf, Nacho Fernández, Sergio Ramos e Marcelo; Casemiro, Kroos e Modric (Theo Hernández); Isco (Asensio), Benzema (Mayoral) e Cristiano Ronaldo
Técnico: Zidane

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