Mais uma? "Disneylândia" de CR7 pode receber 5ª taça da Liga dos Campeões

Caio Carrieri

Colaboração para o UOL, na Ilha da Madeira (POR)

  • Caio Carrieri/Colaboração para o UOL

"O Messi ainda não tem esse".

A declaração seria considerada banal se ela não tivesse sido feita de maneira espontânea, na Ilha da Madeira, dentro do museu de Cristiano Ronaldo, por um funcionário a serviço do craque. E a comparação, na prática, fica restrita mais à nomenclatura do prêmio enaltecido pelo guia da atração turística do que ao valor da condecoração.

O colaborador do Museu CR7 se vangloriou ao apontar para os troféus "The Best" oferecidos pela Fifa para o melhor do mundo nos últimos dois anos. Desde que a entidade encerrou a parceria de meia década com revista francesa "France Football" na entrega da Bola de Ouro e resgatou a própria cerimônia, em 2016, apenas o astro madeirense foi o vencedor.

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Por outro lado, o instrutor reconhece que nenhuma das centenas de peças em exposição faz mais sucesso com os visitantes do que as cinco Bolas de Ouro estrategicamente dispostas nas passagens centrais do amplo ambiente de mil metros quadrados. O rival do Barcelona também conquistou a mesma quantidade de vezes, a mais recente em 2015.

Aberto na metade de 2016, o Museu CR7 reúne diversas premiações que marcaram a trajetória do filho Ilustre da Ilha da Madeira: desde o primeiro troféu, o de melhor jogador em um torneio local, pelo Andorinha, o primeiro clube, aos oito anos, até cerca de 50 bolas de hat-tricks, a medalha de ouro da Euro 2016 e cartas de fãs dos quatro cantos do planeta. Dois manequins de cera em tamanho real, um vestido com o uniforme do Real Madrid e o outro com o fardamento de Portugal, atraem muitas fotos e selfies.

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As taças de conquistas individuais são originais, mas Cristiano Ronaldo manda fazer e também exibe os canecos coletivos – como os quatro da Liga dos Campeões já dispostos no local e que podem receber a quinta irmã, caso os merengues sejam campeões contra o Liverpool, no próximo sábado, em Kiev (UCR).

Situado na região do porto, área nobre, o museu já recebeu mais visitas – acima de 300 mil – do que a população da Ilha da Madeira, com cerca de 270 mil habitantes. A atração compõe a "Disneylândia" para os admiradores do astro, na "Praça CR7".

Além de uma estátua imponente de Ronaldo feita com 800 kg de bronze e de 3,40 metros de altura na porta de entrada do acervo pessoal da estrela madeirense, os fãs ainda têm a opção de se hospedar no hotel que faz parte do complexo: o Pestana CR7, de quatro estrelas e que também tem unidades em Lisboa, Madri e com previsão de investimento em Nova York e Marrakech, no Marrocos.

Com o atrativo da imagem de Cristiano Ronaldo, a maior rede hoteleira de Portugal aposta em um ambiente informal para atrair hóspedes. A decoração moderna, no estilo industrial, mistura-se com referências à figura de CR7. O espelho dos banheiros no piso térreo simula as lentes dos óculos escuros de Cristiano, estampado na parede.

No corredor do andar dos 49 quartos, um binóculo descansa em uma pequena estrutura de madeira, com a pergunta enigmática "Onde está CR7?". Ao utilizar o equipamento e apontá-lo em direção do fim da passarela dos dormitórios, o retrato do homenageado se torna visível. O piso, claro, simula grama com carpete sintético.

Piscina e jacuzzi a céu aberto permitem uma bela vista do Oceano Atlântico em dias ensolarados. As festas de fim de ano e a celebração do Carnaval impulsionam a procura pela hospedagem, que se mantém em torno de 75% ocupada ao longo do ano. Com diárias de 115 a 400 euros, aficionados podem sonhar o mundo mágico de Cristiano Ronaldo.

Caio Carrieri/Colaboração para o UOL

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