Pelo Real, fã muda nome e cria "braço dos ídolos" com autógrafos tatuados

Caio Carrieri

Colaboração para o UOL, em Kiev (UCR)

  • Caio Carrieri/Colaboração para o UOL

No coração, na pele e no documento de identidade. A paixão pelo Real Madrid parece não ter limites para Ben Raúl Maizel, presente em Kiev com esperanças de ver, neste sábado, às 15h45 (horário de Brasília), o gigante espanhol conquistar, diante do Liverpool, o 13º título da Liga dos Campeões.

O israelense de Tel Aviv carrega consigo o amor incondicional pelos merengues. Nas panturrilhas, o símbolo do clube e a imagem da Orelhuda. No antebraço esquerdo, exibe o próprio "hall da fama" dos ídolos madrilenhos. São oito os autógrafos imortalizados: Cristiano Ronaldo, Zinedine Zidane, Figo, Marcelo, Sergio Ramos, Emilio Butrageño, Gutti e Raúl.

O último da relação foi quem despertou a chama arrebatadora por Los Blancos e protagoniza um capítulo à parte do fanatismo do comerciante de 35 anos. "Quando criança, eu jogava futebol com meus amigos na vizinhança de Tel Aviv toda sexta-feira. Um dia marquei um belo gol, driblando alguns adversários, e disseram que foi parecido com o que o Raul fazia", conta. "Até então não sabia quem era, porque Raúl tinha acabado de subir para os profissionais, em 1994. Desde então me interessei por ele e comecei a pesquisar sobre o assunto para saber quem era a pessoa com quem tinham me comparado".

Caio Carrieri/Colaboração para o UOL
O fascínio pelo ex-atacante espanhol floresceu de maneira impressionante. Em 2009, quando o ex-camisa 7 ultrapassou Di Stéfano como o maior artilheiro do Real Madrid, antes de ter o posto repassado para Cristiano Ronaldo em 2015, Maizel acrescentou Raúl ao nome. "Já o encontrei diversas vezes, e ele sempre me agradece pelo carinho", relata. "Quando o Cristiano viu minha tatuagem com a assinatura dele, não conseguiu parar de rir de tanta surpresa".

A decisão europeia do fim de semana será a primeira que Raúl, o israelense, terá o privilégio de acompanhar in loco. "Sou capaz de tudo pelo Real Madrid. Entreguei meu corpo para o clube e quem sabe eu invada o campo no sábado para abraçar o Ronaldo".

Como duvidar depois de tantas provas de amor?

Caio Carrieri/Colaboração para o UOL

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