UOL Esporte Campeonato Mineiro
 
20/02/2010 - 08h31

Em seu 12º clássico, Adilson enfrenta o 6º treinador diferente do rival

Gustavo Andrade
Em Belo Horizonte

Neste sábado, o técnico Adilson Batista disputa o 12º clássico diante do Atlético-MG e o primeiro contra Vanderlei Luxemburgo. Antes de se confrontar com o treinador com mais títulos do Campeonato Brasileiro, o comandante cruzeirense viu cinco técnicos diferentes sentarem no banco de reservas do lado alvinegro.

Adilson Batista, que ostenta retrospecto favorável no clássico, destaca a decisão da diretoria do Cruzeiro em mantê-lo à frente do time celeste pela terceira temporada seguida, apesar de constantes pressões.

“Tenho que enaltecer a postura do Cruzeiro. Não é porque estou aqui, indo para o terceiro ano. O Zezé, o Maluf e o Benecy (presidente Zezé Perrella, diretor de futebol Eduardo Maluf e supervisor Benecy Queiroz) não dão ouvidos a gritinhos de torcida, facção, determinado setor da imprensa, determinado comentarista, que acha que sabe mais que o Papa. Futebol é dia a dia”, afirmou.

Para o técnico cruzeirense, a troca de treinadores em curto período reflete em resultados negativos. “Eu vejo como um erro dos clubes, você trocar treinador toda hora, mas é questão cultural”, disse. “Cada um sabe onde aperta o calo, não tenho que ficar comparando com o outro lado, sei que aqui tenho de elogiar a postura do Zezé e do Maluf”, complementou.

Quem mais esteve no banco de reservas do Atlético em clássicos em que o Cruzeiro esteve sob o comando de Adilson Batista foi Emerson Leão. O treinador, que retornou ao clube alvinegro no princípio de 2009, enfrentou o comandante cruzeirense por quatro oportunidades.

Contra Leão, Adilson venceu três clássicos e empatou um. Três dos encontros foram válidos pelo Campeonato Mineiro e o restante pelo Torneio de Verão. Num desses confrontos, o técnico cruzeirense conseguiu impor pela segunda vez uma goleada de 5 a 0 sobre o arquirrival, no primeiro jogo da final do Estadual 2009.

O primeiro treinador atleticano a sofrer uma goleada por 5 a 0 do Cruzeiro de Adilson Batista foi Geninho, justamente o primeiro oponente do técnico cruzeirense em clássicos mineiros. Os dois se enfrentaram em três oportunidades, com duas vitórias para o lado celeste e um empate.

Dois treinadores do Atlético enfrentaram Adilson Batista em clássicos mineiros em apenas uma oportunidade. Alexandre Gallo foi derrotado por 2 a 1 no primeiro turno do Brasileirão de 2008, enquanto Marcelo Oliveira comandou o time alvinegro na segunda metade daquela competição, em triunfo celeste por 2 a 0.

O único treinador atleticano a conseguir bater Adilson Batista foi Celso Roth, responsável por comandar o Atlético no último Brasileirão. Em partida válida pelo primeiro turno, Roth venceu por 3 a 0. No returno, foi a vez de Adilson dar o troco, com vitória por 1 a 0.

Embora ostente um retrospecto extremamente positivo em clássicos mineiros, Adilson Batista avalia que sempre enfrentou dificuldades. “Sempre foram jogos equilibrados, desde o primeiro com o Geninho, 0 a 0. Recentemente, no último compromisso com o Celso, tivemos dificuldades. São jogos equilibrados. Evidente que o Cruzeiro está há dois anos junto e isso acaba facilitando, mas tem outros fatores que acabam contribuindo para uma equipe vencer, não é só o aspecto de entrosamento”, observou.
 

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