Cruzeiro fecha elenco e reduz folha salarial quase pela metade em 2016

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Wahington Alves/Light Press

    Gilvan de Pinho Tavares, presidente do Cruzeiro

    Gilvan de Pinho Tavares, presidente do Cruzeiro

O Cruzeiro iniciou 2016 com dois objetivos claros: montar uma equipe competitiva e reduzir as despesas. E o presidente Gilvan de Pinho Tavares crê obteve êxito em ambas as situações. Durante a apresentação do argentino Lucas Romero, o dirigente revelou que enxugou a folha salarial e hoje paga o equivalente a 57% do que desembolsava com os vencimentos de atletas na temporada passada.

Em 2015, a cúpula gastava mensalmente cerca de R$ 7 milhões. Após as dispensas de nomes como Ceará, Charles, Júlio Baptista, Dagoberto e Leandro Damião e as chegadas de jogadores menos badalados, a agremiação passou desembolsar R$ 4 milhões por mês.

"Baixou bastante a folha de pagamento. Mas posso garantir que mais de 30% foi cortado. Agora está pouco mais de R$ 4 milhões, antes era de R$ 7 milhões", declarou o mandatário do Cruzeiro nessa sexta-feira.

A mudança de postura da diretoria nos gastos é devido à tentativa do clube de aderir ao ProFut, programa que refinancia as dívidas tributárias com o Governo Federal e exige que as agremiações direcionem somente 80% de suas receitas ao futebol masculino profissional.

No ano passado, o Cruzeiro recorreu a Pedro Lourenço, conselheiro do clube e proprietário da rede Supermercados BH, em algumas oportunidades, para pagar salários aos jogadores, evitando assim que eles ficassem atrasados. O próprio empresário revelou recentemente a situação.

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