Uruguaio vive "montanha-russa", mas segue com respaldo no Cruzeiro

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Geraldo Bubniak/Light Press/Cruzeiro

    Desde 2015, uruguaio usa a 10 do Cruzeiro, mas ainda não conseguiu se firmar como titular

    Desde 2015, uruguaio usa a 10 do Cruzeiro, mas ainda não conseguiu se firmar como titular

A expectativa sobre Giorgian De Arrascaeta é enorme. O meia-atacante chegou à Toca da Raposa II por R$ 12 milhões, em janeiro de 2015, e vive uma verdadeira "montanha-russa" neste período. A oscilação do uruguaio já foi justificada pelos treinadores que passaram pelo clube. Contudo, o respaldo segue inabalado. Após a boa atuação contra o Tupi, no domingo (14), o jogador recebeu elogios de Deivid e tem a volta ao time cogitada.

"O Arrascaeta tem uma qualidade muito grande. Criaram uma expectativa grande em cima dele. Imagina um menino, que saiu do Defensor com 19, 20 anos, veio para o Cruzeiro, e botou a 10, que já foi de Alex, Montillo, Dirceu Lopes, Everton Ribeiro. Não é assim, tem que ter paciência", afirmou.

"É um menino novo, de outro país, que está sozinho aqui. Temos que deixá-lo bem à vontade para ele mostrar o que ele sabe", acrescentou.

Embora Deivid demonstre confiança no jogador que veste a camisa 10, ele encontra dificuldades para ter uma sequência desde a sua chegada a Belo Horizonte, sobretudo por conta das convocações para a seleção uruguaia. O único treinador que nunca o deixou no banco de reservas foi Marcelo Oliveira.

Sob a batuta de Vanderlei Luxemburgo, ele disputou 13 jogos, sendo apenas seis na condição de titular. O apoiador ainda permaneceu no banco de reservas por 90 minutos em duas oportunidades com o técnico que deixou a Toca da Raposa II no final de agosto.

Mano Menezes, antecessor de Deivid, deixou De Arrascaeta entre os suplentes em sete ocasiões. O uruguaio foi acionado pelo comandante gaúcho quatro vezes. Porém, após uma exibição memorável contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada, ele assumiu a titularidade e gozou deste prestígio em seis compromissos.

Em 2016, ele iniciou o ano na condição de titular. Porém, com apenas duas partidas disputadas (os empates com URT e Criciúma), Deivid surpreendeu e optou por colocá-lo no banco de reservas. O atleta nem sequer saiu do banco contra a Tombense e, no triunfo sobre o Tupi, foi decisivo ao deixar a condição de reserva e dar assistência para Elber.

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