Rivalidade no clássico ameaça até aperto de mão dos amigos Deivid e Robinho

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Washington Alves/Light Press/Cruzeiro

    Treinador brinco que prefere nem cumprimentar o amigo no clássico de domingo

    Treinador brinco que prefere nem cumprimentar o amigo no clássico de domingo

A história de Deivid e Robinho no futebol reúne algumas peculiaridades. Apesar de companheiros no título brasileiro do Santos, em 2004, os dois também chegaram a se enfrentar mais de uma vez quando defenderam clubes distintos. Mas a amizade criada há mais de uma década reserva um momento especial para a dupla. Neste domingo, o camisa 7 e o antigo camisa 9 estarão em lados diferentes no maior clássico de Minas Gerais. E assim como Ariel Cabral e Lucas Pratto, o contato entre Deivid e Robinho deverá ser o mais breve possível. Se depender do próprio treinador celeste, até o tradicional aperto de mãos com o grande amigo e ex-parceiro de ataque está ameaçado.

"Fui feliz de ver o Robinho crescer dentro do Santos. Eu o acompanhei desde os 12 anos, depois, ele fez esse sucesso todo. Mas falei para ele não me cumprimentar no domingo. Agora é meu rival e quero ganhar. Estou preocupado com meu trabalho, meus jogadores, minha equipe e em fazer uma grande partida", comentou o treinador, em tom de bom humor.

No lado atleticano, Robinho também parece adotar a máxima de "amigos, amigos, negócios à parte" e prefere voltar a resenhar com o treinador só depois do clássico. "Faz tempo que ele não me chama para uma resenha. Mas deixa para depois do clássico, né? Depois do jogo a gente conversa sobre isso" disse. "Ele é um grande amigo, torço pelo sucesso dele, mas neste domingo espero dificultar o máximo para ele. Se o Galo ganhar, eu vou tirar um sarro. Defendo as cores do Galo e ele está defendendo as cores do Cruzeiro", completou.

Mesmo que ainda questionado pela qualidade do futebol apresentado, Deivid pode dar um grande passo para terminar a primeira fase do Mineiro na liderança da tabela. Os atuais três pontos de vantagem diante do rival podem subir para seis, em caso de vitória celeste no Horto. Se isso acontecer, o Cruzeiro só precisará administrar a ponta nos dois jogos seguintes antes da semifinal. Do contrário, se sair derrotado, perderá também a liderança no saldo de gols.

Sem poder contar com Arrascaeta e Alisson, Deivid ainda não confirmou quem será os dois novos titulares no clássico. Élber e Pisano são os principais postulantes, mas Allano e Alex correm por fora na briga. Durante toda a semana, o treinador celeste adotou a estratégia do mistério e fechou a maior parte dos treinamentos na Toca.

"Não é mistério. A gente pensou em colocar os jogadores para dar entrevista antes do treino pra vocês acompanharem o aquecimento e a gente ficar mais à vontade para fazer alguma jogada ensaiada e gritar mais dentro do campo. Em semana de clássico, optamos por ficar mais à vontade. Mas isso não vai fazer a gente ganhar ou perder o jogo. Já ganhei e perdi clássicos com portões fechados. A ideia é ter mais privacidade", concluiu o treinador.

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