Comissão do Atlético-MG usa exemplos para dar confiança a jovem goleiro

Thiago Fernandes e Victor Martins

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Bruno Cantini/Divulgação/Atlético-MG

    Uilson, goleiro do Atlético-MG

    Uilson, goleiro do Atlético-MG

Uma finalização despretensiosa, sem muita força, o goleiro espalma e, no rebote, o principal duelo de Minas Gerais é definido. Uilson não é o primeiro e nem será o último arqueiro a falhar em um clássico. Ele foi decisivo no jogo entre Atlético-MG e Cruzeiro, nesse domingo (27), mas de forma negativa para o seu time.

A sua falha definiu o primeiro encontro entre os rivais mineiros na atual temporada. Contudo, a comissão técnica tenta apoiá-lo, evitando que ele fique abatido com o erro crucial em um jogo tão importante.

Mesmo com a contratação de Lauro, de 35 anos, que estava no Lajeadense, para a Copa Libertadores, o jovem deve seguir entre os titulares até a recuperação total de Victor, o que deve ocorrer em no máximo um mês. Chiquinho, preparador de goleiros do Atlético, justifica a falha do jovem com lances de outros atletas mais experientes.

"Não tem isso de experiência, porque o próprio Fábio, o Victor e o Júlio César já falharam com 30, 30 e poucos anos. É coisa do jogo. O jogo é feito de erros e acertos. Eles foram felizes, fizeram o gol e ganharam o jogo. O goleiro pouco participou. No segundo tempo, ele só viu o Fábio jogar. É difícil para o goleiro, porque você fica frio na partida. Mas faz parte. É normal, bom para o amadurecimento do Uilson. Ele tem a cabeça forte e sabe que daqui para frente vamos fazer tudo diferente", afirmou.

Ao término do jogo, o goleiro concedeu entrevista, assumiu a culpa pelo resultado e demonstrou bastante chateação. O treinador de arqueiros, porém, garante que ele não ficou abatido com o fato, mas, sim, por conta do revés, sentimento considerado natural.

"Não achei que ele estivesse abatido não. No vestiário, ele estava tranquilo, normal. Só estava chateado por ter perdido o jogo. E ninguém gosta de perder o jogo, isso é normal dos jogadores. Tem que seguir naturalmente, não dar muita ênfase a esse gol e bola para frente. Outros jogos virão", disse Chiquinho.

"Os erros acontecem. Infelizmente aconteceu. Não foi uma bola tão fácil, mas era defensável e ele levou o gol. Se tivesse alguém ali e tirasse a bola, não estaríamos falando isso aqui. Parabéns ao Cruzeiro, que venceu", acrescentou.

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