Deivid supera cobranças e ganha tranquilidade que ainda não tinha em 2016

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Washington Alves/Light Press/Cruzeiro

    Treinador não esconde sobrevida e tranquilidade para trabalhar após vitória no clássico

    Treinador não esconde sobrevida e tranquilidade para trabalhar após vitória no clássico

Apesar de demonstrar pés no chão com a vitória diante do Atlético-MG na semana passada, Deivid não escondeu a importância de superar o rival dentro de sua casa pelo Campeonato Mineiro. Bastante cobrado por causa de atuações instáveis, faltava ao treinador um grande desempenho dos seus comandados dentro de campo, e isso veio com o triunfo, a manutenção da liderança e os seis pontos de folga no topo da tabela.

Restando duas rodadas para o término da primeira fase mineira e apenas um ponto para garantir o topo da tabela, o treinador convive pela primeira vez com um cenário de maior tranquilidade para mostrar seu trabalho, algo que ainda não tinha tido em seus três primeiros meses de trabalho como técnico profissional. A partir de agora, o objetivo é não se acomodar, já que o clima leve da Toca da Raposa pode cair por terra se o time não continuar bem.

"Eu escuto sobre cobrança desde meus 16 anos, quando escolhi ser jogador de futebol. Isso já faz parte da minha vida, se não quisesse cobrança, estaria em outra profissão. É claro que a gente fica chateado, só gostamos de receber elogios, mas nem sempre que você ganha, está tudo certo, ou quando perde está tudo errado. A vitória no clássico foi importante, é um campeonato à parte, mas temos que arrumar algumas coisas que não conseguimos fazer. Mas fiquei feliz também pela tranquilidade", comentou.

Atualmente, o Cruzeiro soma 23 pontos na tabela do Mineiro. Em nove jogos, foram sete vitórias e dois empates. Dos outros três compromissos oficiais na temporada, o clube só perdeu um. Mas nem por isso, a cobrança deixa de ser pequena dentro e fora da equipe. Tratando o estadual como obrigação, Deivid terá ainda que provar a cada rodada sua capacidade para comandar um grupo e diminuir a desconfiança que o cerca em seu primeiro e ainda curto desafio como treinador.

"A gente sabe que no futebol você tem que provar (seu potencial) a cada três dias, quarta e domingo. Aqui a gente não pensa diferente, trabalhamos intensamente. Quando eu era auxiliar, era mais fácil, mas agora tenho que acompanhar os treinos, os jogos dos adversários para saber o que encaixou ou não. Mas é claro que a tranquilidade existe depois de uma vitória no clássico. Quando se trabalha em um clube como o Cruzeiro, temos que estar sempre ligado", acrescentou.

Na prática, a atuação contra o rival Atlético-MG foi uma das melhores realizadas pela equipe celeste no ano, bastante criticada por vencer, mas não convencer. A partir de agora, os próximos obstáculos serão manter o nível apresentado nos dois próximos jogos e garantir a liderança do estadual. O próximo adversário será o lanterna Guarani, que visita o Mineirão neste domingo.

"Temos de manter intensidade para confirmar a primeira colocação. O Guarani está brigando contra o rebaixamento, tem um treinador jovem, novo. Será um jogo difícil, temos de ter respeito, mas jogar para frente e buscar a vitória".

Se o Atlético-MG não vencer o Villa Nova no sábado, também no Mineirão, o Cruzeiro já entra em campo contra o Guarani com a primeira colocação assegurada e a vantagem garantida de disputar o segundo jogo da semifinal em casa, além de se beneficiar com dois empates no mata-mata ou se classificar com uma vitória e uma derrota, desde que com o mesmo saldo de gols.

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