Vilão em clássico, Felipe Santana quer "desentalar chiclete da garganta"

Enrico Bruno e Victor Martins

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Bruno Cantini/Atlético-MG

    Em evolução ao lado de Gabriel, Santana quer esquecer de vez lembrança ruim do clássico

    Em evolução ao lado de Gabriel, Santana quer esquecer de vez lembrança ruim do clássico

Ele chegou ao Atlético-MG em janeiro e já passou pelo seu primeiro teste de fogo com apenas três semanas no clube. Logo no segundo compromisso oficial do ano, Felipe Santana recebeu a difícil tarefa de substituir Leonardo Silva no jogo mais importante do estado. Visivelmente fora de ritmo, ficou marcado por uma falha que resultou na derrota para o Cruzeiro. Bastou aquele erro para o zagueiro ganhar o status de vilão e começar a conviver com a desconfiança da torcida. De lá para cá, algumas coisas mudaram para melhor. Hoje, com atuações mais convincentes, Felipe se prepara para reencontrar o rival e quer dar um novo desfecho ao clássico para apagar a imagem ruim de dois meses atrás.

"Encaro este clássico como uma redenção. O primeiro aconteceu em um começo de processo e eu já sabia que poderiam ocorrer falhas. Aconteceram inúmeras falhas e o tempo tratou de curar as cicatrizes. Mas não fico remoendo. Era uma situação em que fazíamos a segunda partida do ano. Agora os números mudam e a forma física e o emocional também. Nessa semana, vamos trabalhar muito para que no próximo jogo possamos desentalar esses chicletes da garganta", comentou.

Contratado no final de 2016, Felipe estava parado desde a metade daquele ano para se recuperar do desgaste físico e mental após temporadas intensas na Europa. Em um cenário ideal, o jogador chegaria com tempo para realizar uma pré-temporada, recuperar o ritmo de jogo e só então brigar por uma das vagas como titular de Roger Machado. Porém, as lesões precoces de Leonardo Silva e Erazo impediram a ordem natural no processo de adaptação e o zagueiro precisou se virar para ganhar o ritmo em campo sem comprometer o coletivo. Até aqui, Felipe participou de seis dos nove jogos do Campeonato Mineiro, formando o miolo de zaga ao lado de Gabriel.

As fortes críticas por causa do começo ruim fizeram Santana traçar um objetivo: dar a volta por cima e resgatar o futebol que um dia o fez chegar ao Borussia Dortmund, bicampeão alemão. Desde então, o zagueiro vem evoluindo gradativamente em campo. Na última partida, contra a URT, mostrou bastante segurança nas bolas aéreas e eficiência nos desarmes.

"Quando eu vim para cá, sabia que a adaptação ia demorar. Sabia que ia haver críticas e sei do peso do meu nome. Faço de tudo para que o Felipe do Borussia volte. Mas eu tinha que se levar em conta que eu fiquei seis meses parado, com seis lesões consecutivas, no joelho, tornozelo e hérnia de disco, que acaba atrapalhar. Temos que liquidar uma por uma".

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