Vítima de sua própria estratégia, Mano minimiza jogo ruim e parabeniza time

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

Na última quinta-feira, o Cruzeiro venceu o São Paulo pela Copa do Brasil em uma partida que chamou muito atenção pelo comportamento tático do time. Mesmo sem dominar a partida, a equipe mineira preferiu dar a bola ao adversário e jogou no erro do tricolor, construindo o triunfo nas jogadas de bola parada. Já neste domingo de Páscoa, o time celeste empatou em 1 a 1 com o América, em jogo válido pela primeira semifinal mineira. Ainda sentindo a partida física, a equipe até tentou ditar o ritmo, mas foi o rival quem explorou seus erros e construiu as melhores chances no clássico.

Após a igualdade no Independência, o técnico Mano Menezes comentou sobre a postura do América, aliada ao cansaço dos seus comandados, que complicou o jogo do Cruzeiro. Por isso, o professor preferiu minimizar a partida pouco produtiva da equipe e valorizou a entrega dos seus jogadores.

"Nós esperávamos o jogo como ele foi. É impossível jogar com a intensidade de quinta contra um adversário que passou a semana inteira te esperando. Todos os jogadores estavam cansados, como não dá para mudar uma equipe inteira, você vai levando o jogo com experiência. Iniciamos com posse, depois perdemos a posse. Cometemos mais erros que o normal, o América fez estratégia parecida com a nossa de quinta. Não tínhamos uma condição para fazer isso hoje, nossas escolhas sempre foram mais simples. Fico feliz com o resultado e a postura da equipe, que soube enfrentar a dificuldade do jogo. Estão de parabéns pelo comprometimento, não posso exigir uma vírgula a mais.", disse o treinador.

Não fosse o goleiro Rafael, o América poderia ter saído de campo com a vitória. Além de fazer uma defesa importantíssima no primeiro tempo, ainda com o placar inalterado, o camisa 12 evitou um novo gol do Coelho aos 47 do segundo tempo, que daria a vitória e tiraria a invencibilidade do Cruzeiro no ano. Rafael só não conseguiu evitar o gol de Messias, que marcou após o escanteio cruzar toda a pequena área celeste.

"Até a tomada de decisão fica prejudicada. Tomamos um gol de bola parada e a bola passou muito baixa por toda a defesa. Isso exige muita dedicação comprometimento, e quando cansaço passe do limite, você não tem essa força toda. Mas para provar que bola parada não mata ninguém, tivemos força para o empate e isso é mérito da equipe", acrescentou o treinador.

 

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