Troca que mudou o astral faz Roger repensar esquema com dois centroavantes

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Bruno Cantini/Atlético-MG

    Podem jogar juntos? Entrada de Moura no último jogo melhorou o Atlético e Fred desencantou

    Podem jogar juntos? Entrada de Moura no último jogo melhorou o Atlético e Fred desencantou

Desde que Lucas Pratto se transferiu do Atlético, o argentino encerrou também um dilema do técnico Roger e uma discussão que dividiu opiniões nos últimos meses. Ao ir para o São Paulo, o atacante deu fim à dúvida sobre qual dos centroavantes seria o ideal para o Galo ou se ambos poderiam atuar juntos. Fred, que permaneceu, viu sua vaga consolidada e acabou tomando conta da posição. Contudo, apesar de ter se tornado o titular absoluto, a utilização do reserva Rafael Moura ao lado do camisa 9 reabriu a possibilidade de Roger escalar o time outras vezes com dois homens de área. A melhora de rendimento na goleada por 5 a 2 diante do Sport Boys teve grande influência desse tipo de esquema e voltou a chamar a atenção do professor, que não descarta repetir a estratégia, a depender do contexto.

"A possibilidade de dois atacantes é real e tem funcionado. Pode ser para começo de jogo, para meio ou fim. A questão é que eu preciso dessa alternância. Se eu sair para um jogo desta forma e não conseguir abrir o placar, eu também não conseguirei mudar para uma situação acima dessa. Então temos que pensar bem sobre essa possibilidade de começar com dois desde o início", comentou Roger.

Na virada contra o Sport Boys, Rafael Moura entrou em campo no minuto seguinte ao segundo gol do time peruano. A opção por tirar Otero, que era um dos melhores em campo, não agradou a torcida, que vaiou a troca. O efeito da substituição, porém, foi positivo, e Rafael Moura participou ativamente. Além de recuperar a intensidade e o espírito de luta no setor ofensivo, o camisa 13 ainda fechou a conta do jogo com a assistência para Fred, que já tinha perdido um gol feito no segundo tempo, mas se redimiu com nada menos que quatro gols.

"O Otero levou uma pancada no começo do jogo, mas minha opção foi tática. Coloquei dois jogadores perto dos zagueiros e não precisava de um condutor de bola, mas de um articulador. E o Cazares tem essa característica, tanto que não se resumiu ao lado do campo, vinha por trás das linhas, para que a gente pudesse articular e chegar a um lado para botar a bola na área. Então foi um pensamento muito mais tático", explicou Roger.

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