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Ruim contra os grandes, Atlético tenta mudar retrospecto e acabar com tabu

No último clássico, pelo Mineiro, o Atlético-MG foi derrotado pelo Cruzeiro - Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro
No último clássico, pelo Mineiro, o Atlético-MG foi derrotado pelo Cruzeiro Imagem: Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro

Victor Martins

Do UOL, em Belo Horizonte

29/04/2017 11h00

Já são dois anos que o Atlético-MG não consegue vencer o Cruzeiro. A última vitória foi pela semifinal do Campeonato Mineiro de 2015, com dois gols de Lucas Pratto. Desde então foram sete clássicos, com cinco derrotas e dois empates. Com o Cruzeiro pela frente mais uma vez, a terceira nesta temporada, o Atlético tem nova oportunidade de acabar com um tabu que tem incomodado o torcedor. Tabu que é acompanhado de um recente retrospecto ruim contra os grandes clubes do Brasil.

Nos últimos 16 confrontos com os demais gigantes nacionais, seja por Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e até o Estadual, a equipe atleticana venceu apenas duas vezes. Triunfos conquistados apenas contra o Internacional, que foi rebaixando em 2016. No começo de agosto do ano passado, o Atlético venceu o São Paulo, por 2 a 1, de virada, no Morumbi.

Na partida válida pela penúltima rodada do primeiro turno no Brasileirão, o resultado positivo deixou o clube mineiro em boa situação na competição, como um dos candidatos a brigar pelo título nacional no segundo turno. Mas o desempenho ruim contra os demais gigantes do Brasil fez com que o Atlético terminasse o Brasileirão apenas no quarto lugar, bem distante do campeão Palmeiras.

Desde aquela vitória sobre o São Paulo, o Atlético enfrentou os outros grandes clubes do Brasil em 16 oportunidades. Se foram apenas duas vitórias, ambas sobre o Inter, pelo Brasileiro e pela Copa do Brasil, o Atlético saiu de campo derrotado sete vezes, além sete empates. Nessa conta estão os dois clássicos desse ano com o Cruzeiro.

Já no clima do clássico, Fred não esconde que o tabu sobre o maior rival é algo que incomoda dentro da Cidade do Galo. Mas ao mesmo tempo, o centroavante lembrou que o Cruzeiro não chegava na final do Mineiro desde 2014. Foram dois anos sem disputar o título do torneio.

“Existe essa pressão aqui, mas a gente sabe que tem dois anos que eles nem chegam na final. Imagina as perguntas para eles lá? O Galo sempre chega, está ganhando sempre. A gente sabe que tem que ganhar. Torcedor quer sempre ganhar clássico. Joguei no Rio e lá tinha quatro times, não vivi isso. Aqui a cobrança é maior e vira um campeonato à parte, como Grêmio e Inter. Em São Paulo e no Rio é um pouco menor. Fica mais acirrado, tem mais cobrança, ainda mais para o torcedor. Perder para qualquer rival fica chato. Para nós e para eles”, disse o centroavante, que dos sete clássicos do jejum atleticano, esteve em campo em três, com duas derrotas e um empate.

Por outro lado, o Atlético pode ser campeão estadual mesmo sem quebrar o tabu contra o Cruzeiro. Como o time alvinegro fez a melhor campanha na primeira fase do Mineiro, a vantagem de jogar por dois empates é do lado atleticano. Caso isso aconteça, o Atlético pode completar nove jogos de jejum sobre o Cruzeiro, mas fica com o título Mineiro de 2017.