Primeira final tem poucas emoções e Cruzeiro e Atlético ficam no 0 a 0

Enrico Bruno, Thiago Fernandes e Victor Martins

Do UOL, em Belo Horizonte

O primeiro capítulo da final mineira aconteceu neste domingo e terminou com um empate sem gols entre Cruzeiro e Atlético. Dentro do Mineirão, as equipes fizeram um jogo que chamou atenção pela postura defensiva e de qualidade nos dois lados, o que ajudou muito no final com o placar inalterado. Com o resultado, o Galo vai para a segunda partida precisando de apenas mais um empate para sair campeão. Ao time celeste, somente uma vitória interessa se quiser sair do Horto com a taça.

O melhor: seguro, Gabriel não dá brecha na defesa atleticana

Washington Alves/Cruzeiro

Geralmente é Leonardo Silva quem comanda o miolo de zaga alvinegro. Porém, apesar da atuação boa do capitão, o companheiro Gabriel foi quem chamou mais atenção. O garoto da base desarmou, bloqueou, interceptou e se deu bem na maioria das jogadas no um contra um.

Artilheiro dos últimos clássicos, Arrascaeta atua com discrição

Washington Alves/Cruzeiro

Decisivo nos primeiros clássicos do ano, com dois gols e uma assistência, De Arrascaeta passou por uma tarde sumida no Mineirão. Assim como os companheiros, o camisa 10 não foi tão feliz nas tentativas de tabelas e entradas na área em velocidade. Nos dois chutes que deu ao gol, nenhum foi ao alvo.

Artilheiro Fred tem poucas chances e só fica no quase

Thomás Santos/AGIF

Destaque negativo no clássico do primeiro turno, expulso após acertar um soco no zagueiro Manoel, o atacante Fred cumpriu parcialmente o que prometeu. Apesar de ter ficado longe de confusões e lances polêmicos, o artilheiro do Mineiro também passou em branco no ataque. A bola mal chegou e o atacante não converteu as poucas oportunidades que teve. A melhor delas surgiu no lançamento de Fábio Santos que Fred dominou mal e deixou a bola escapar para o goleiro Rafael. No segundo tempo, o camisa 9 ainda recebeu dentro da área, girou bem, mas pecou na hora de finalizar.

Cruzeiro toma a iniciativa e propõe, mas esbarra em boa marcação

O time da casa chamou a responsabilidade e praticamente mandou durante todo o primeiro tempo. Sem permitir que o rival sequer chutasse ao gol de Rafael, o Cruzeiro chegou a ter mais de 70% de posse de bola. Porém, a velocidade das transações, assim como as jogadas pelos lados não surtiram efeito, muito por causa da boa marcação alvinegra.

Atlético não vê a cor da bola e termina primeiro tempo sem finalizar

Defensivamente, a equipe de Roger mostrou segurança em campo, conseguiu desacelerara partida e não passou tanto sufoco, levando-se em consideração o domínio e alto volume de posse de bola do rival. Porém, as coisas não fluíram no ataque. Nas poucas chances que o time ficou com a bola, jogadores como Robinho e Fred também encontraram dificuldades e mal participaram do jogo. O reflexo da produção ruim resultou no número de finalizações no primeiro tempo: zero.

Jogo ganha em emoção e fica mais pegado, mas gols não saem

Com cinco minutos do segundo tempo, o Atlético ameaçou pela primeira vez, com Elias. Pouco depois, Gabriel subiu para a área e finalizou de fora da rede. O Cruzeiro não deixou barato e respondeu com Hudson, assustando como elemento surpresa na entrada da área. Diferente da etapa inicial, o jogo de ataque contra defesa deu lugar a um duelo mais equilibrado e de igual para igual. Satisfeito com o empate, o Atlético se trancou ainda mais e conseguiu segurar a ofensiva do rival.

Adepto da posse de bola, Roger aposta nos contra-golpes

O Atlético de Roger está mais acostumado a adotar um estilo que prioriza a posse de bola e propõe o jogo. Mas no Mineirão, foi diferente. A postura atleticana foi cautelosa e tratou a segurança defensiva como prioridade. Para tentar chegar ao gol, apostou nos contra-ataques e lançamentos em longa distância. Apesar de ter passado a maior parte do jogo com o coração na mão, o torcedor do Galo viu a estratégia dar certo e o time saiu mais satisfeito com a igualdade.

Mano vê seu time propor o jogo, mas pecar no último passe

A estratégia do Atlético também forçou o Cruzeiro a jogar de maneira diferente. Diante de um rival bastante fechado, a Raposa precisou exercitar a paciência para transformar a alta posse de bola em chances reais de gol. No primeiro tempo, pouco chegou e não ofereceu perigo ao goleiro Victor. Na etapa final, Mano lançou homens de qualidade como Alisson, Elber, além do finalizador Ábila, mas a falta de capricho no último passe, além da boa marcação adversária, impediu o gol que daria a vitória.

CRUZEIRO 0x0 ATLÉTICO-MG
Motivo: jogo de ida, final do Campeonato Mineiro 2017
Data/Hora: 30/04/2017, às 16h
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse

GOLS: - - -
Cartões amarelos: Maicosuel, Gabriel (CAM)
Cartão vermelho: Não teve.
Público/Renda: 40.694 presentes/ 38.978 pagantes/R$ 1.620.951,00.

CRUZEIRO: Rafael; Mayke, Léo, Kunty Caicedo e Diogo Barbosa; Henrique, Hudson; De Arrascaeta, Thiago Neves (Ábila - 18'2ºT), Rafinha (Alisson - 31'2ºT); Rafael Sóbis. Técnico: Mano Menezes.

ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Gabriel e Fábio Santos; Rafael Carioca, Elias; Marlone (Otero - 17'2ºT), Maicosuel (Adilson - 28'2ºT), Robinho (Cazares - 26'2ºT); Fred. Técnico: Roger.

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