Roger explica estratégia defensiva e aprova atuação do Atlético no clássico

Enrico Bruno, Thiago Fernandes e Victor Martins

Do UOL, em Belo Horizonte

Quem conhece o técnico Roger sabe que ele é adepto de um futebol que prioriza a posse de bola. Porém, no empate sem gols diante do Cruzeiro, na primeira final do estadual, o Atlético adotou uma postura completamente diferente. Com a vantagem de jogar por dois resultados iguais, a equipe chegou a ter menos de 30% da posse, mas não levou sufoco e sofreu com lances de extremo perigo do rival. Em sua entrevista coletiva, Roger comentou sobre a mudança de estratégia e chamou a atenção para a necessária de atacar com maior frequência, mas aprovou a postura do time no Mineirão.

"Gosto de um jogo fazendo gols, mas também de uma defesa sólida. O jogo teve todos os ingredientes de um clássico. Foi um jogo de muita disputa física. Os nervos à flor da pele pela rivalidade e pela disputa do título. No primeiro tempo, o Cruzeiro teve mais a bola, se movimentando bem com seus homens de frente e gerando superioridade pelas laterais por causa da movimentação dos volantes. Mas foram apenas cruzamentos laterais. Quando pegávamos a bola, a gente não conseguia sair de trás. Quando fizeram, progredimos no campo", comentou o treinador, que avaliou o segundo tempo melhor do Atlético:


"No segundo, ajustamos a saída de bola. Voltamos melhor e tivemos as melhores oportunidades. O Cruzeiro teve um domínio territorial maior, mas não teve chances claras como as nossas. Gostei da atitude do meu time, principalmente do segundo tempo, que foi completa. No primeiro, mais defensivamente", acrescentou.

O que o Atlético fez no Mineirão foi semelhante ao comportamento do Cruzeiro diante do São Paulo, pela Copa do Brasil, no Morumbi. Ao dar a bola para o rival, o time alvinegro tinha como objetivo impedir de sofrer com o contra-ataque rápido e muitas vezes certeiro do rival. Para assegurar a solidez na defesa, o treinador contou com um miolo de zaga atento e seguro. Apesar de não ter a bola na maior parte do tempo, o goleiro não precisou fazer nenhum milagre para segurar o empate, fruto da boa atuação coletiva da equipe.

"O jogo do Cruzeiro é de transição, de ter contra-ataque. A ideia era de diminuir o campo do Cruzeiro, dar a bola para eles trabalharem e tentar sair no contragolpe. Mas a gente evoluiu bem no jogo. Não podemos esquecer que é final, clássico, que assume um contexto diferente. Os jogos da semana foram bons, mas com características diferentes. Em decisão, quando dá, se joga. Quando não dá, disputa, luta", completou.

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