Afirmação ou consagração: o que Roger e Mano buscam na final do Mineiro

Enrico Bruno, Thiago Fernandes e Victor Martins

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Bruno Cantini/Atlético-MG

    Técnico Roger Machado, do Atlético-MG, busca primeiro título da carreira

    Técnico Roger Machado, do Atlético-MG, busca primeiro título da carreira

Rivais na finalíssima do Campeonato Mineiro, Roger Machado e Mano Menezes, treinadores de Atlético-MG e Cruzeiro, lutam por objetivos distintos neste domingo (7), às 16h (de Brasília), no estádio Independência.

Enquanto o treinador do Galo quer se firmar definitivamente na profissão e no clube, o comandante adversário tenciona alcançar o seu primeiro título em Minas Gerais para se consagrar na Toca da Raposa II.

Aos 42 anos, Roger Machado iniciou a carreira no Juventude, em 2014. Desde então, ele passou por Novo Hamburgo e Grêmio, até chegar a Belo Horizonte. Nos três clubes anteriores ao atual, o comandante não obteve conquistas.

Um dos símbolos da nova geração de treinadores, o ex-jogador de Grêmio, Vissel Kobe, do Japão, e Fluminense não demonstra nervosismo com a possibilidade de alcançar o primeiro título na carreira.

"A ansiedade está controlada. Embora não tenha título, as conquistas como jogador nos dão experiência de lidar com este momento. Não é um jogo qualquer, mas ele tem que ser jogado com a  importância necessária. É preciso estar centrado, equilibrado e tranquilo. Depois do que ocorrer nos 90 minutos, se conquistarmos os títulos, é preciso estar tranquilo", comentou.

Washington Alves/Cruzeiro

A situação de Mano Menezes é distinta. Consagrado na carreira, com o título da Copa do Brasil pelo Corinthians, e com passagem pela seleção brasileira, o gaúcho de Venâncio Aires já chegou à capital mineira nos braços da torcida.

A sua primeira passagem pela Toca da Raposa II, entre setembro e dezembro de 2015, não contou com títulos, mas o técnico salvou a equipe local de um iminente rebaixamento antes de se mudar para a China, onde defendeu o Shandong Luneng.

Em julho de 2016, ele voltou ao clube e terminou o ano, novamente, sem conquistas. Próximo de um troféu, ele adota um discurso distinto do arquirrival e revela ansiedade:

"O dia que perder a ansiedade temos que comer pipoca no domingo de tarde. Esse frio na barriga tem a ver com responsabilidade de representar bem o Cruzeiro, fazer o que o torcedor quer ver do Cruzeiro. Essa é a dose que nos dá para fazer nossa função", comentou.

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