A surpresa deu certo. Titular na final, Adilson foi destaque do Atlético-MG

Enrico Bruno, Thiago Fernandes e Victor Martins

Do UOL, em Belo Horizonte

Por regulamento, os clubes devem divulgar a escalação uma hora antes de a bola rolar. O Atlético-MG não divulgou a escalação pontualmente às 15h. Os 11 titulares só foram divulgados alguns minutos depois, com uma grande surpresa. O volante Adilson estava confirmado para começar o clássico, apenas o segundo jogo dele como titular do Atlético.

A primeira vez foi nessa quarta-feira, na goleada por 5 a 1 sobre o Sport Boys, na Bolívia, pela Libertadores. Roger Machado escalou o meio como uma trinca formada por Rafael Carioca, Adilson e Elias. Apesar da fragilidade do adversário boliviano, o treinador atleticano gostou do que viu e repetiu a trinca de volantes no clássico, já que o Atlético jogava pelo empate, vantagem conquistada a após a melhor campanha na primeira fase e o empate sem gols na ida, no Mineirão.

Como era esperado, a bola ficou mais com o Cruzeiro, que precisava buscar o resultando. Mas o Atlético estava muito bem postando, tanto que na etapa inicial, o rival chutou apenas três vezes, mas nenhuma no rumo do gol defendido por Victor. Vantagem que ficou ainda maior com o gol de Robinho, aos 12 minutos.

E o 1 a 0 quase virou 2 a 0, aos 30. Adilson roubou uma bola de Henrique, iniciando o contra-ataque que terminou com gol de Robinho. Porém, o assistente Richard Júnio de Souza assinalou impedimento, num lance quem que o camisa 7 estava na mesma linha do último defensor.

Dois minutos depois, Adilson acabou amarelado. O volante fez falta em Arrascaeta, para interromper o contra-ataque do Cruzeiro. Após muita pressão dos jogadores adversários o camisa 21 viu o cartão amarelo. Mas não foi apenas Adilson, os outros dois volantes do Atlético, Rafael Carioca e Elias, também foram amarelados.

Se no primeiro tempo a marcação atleticana funcionou praticamente sem erros, o início do segundo tempo foi de gol do rival e de alguns sustos. Ábila marcou logo nos primeiros minutos da etapa final. O Cruzeiro ainda criou pelo menos três boas chances, antes de o Atlético se reencontrar novamente em campo, fazer o segundo gol e confirmar a conquista do Campeonato Mineiro de 2017.

Duas expulsões e nome gritado pela torcida

Adilson esteve muito perto de tirar nota 10 na avaliação da torcida do Atlético. Aos 40 minutos do segundo tempo o volante arrumou fôlego e puxou contra-ataque, até ser parado por Rafinha, que já tinha o cartão amarelo e acabou expulso. Adilson teve o nome gritado pela torcida após o lance. O volante só não leva 10 na visão do atleticano por também ter recebido o cartão vermelho, aos 42 minutos. Mas após o grande clássico e o título bem próximo, o volante saiu de campo com o nome gritado pela torcida.

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