Lesões de 2016 dão caminhos distintos a Victor e Fábio, ídolos em MG

Enrico Bruno, Thiago Fernandes e Victor Martins

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Thomás Santos/AGIF

    Victor acena para a torcida do Atlético-MG contra o Libertad

    Victor acena para a torcida do Atlético-MG contra o Libertad

"Pessoa intensamente admirada, que é objeto de veneração". Este é o significado da palavra ídolo. Porém, no dicionário do futebol, esta reverência nem sempre faz diferença. A final do Campeonato Mineiro, neste domingo (7), às 16h (de Brasília), no estádio Independência, apresenta dois exemplos distintos desta situação.

Victor e Fábio têm histórias incontestáveis defendendo as cores de Atlético-MG e Cruzeiro. Multicampeões pelos clubes, os goleiros são festejados por seus respectivos torcedores. Contudo, em campo, eles percorrem caminhos distintos em 2017.

O camisa 1 do Galo se recuperou de uma contusão no ombro direito, a qual implicou em um procedimento cirúrgico, e já é novamente titular da equipe de Roger Machado. O atleta da Raposa, por sua vez, precisou fazer uma operação no joelho direito, em agosto passado. A ausência do antigo capitão abriu brecha para que Rafael se tornasse o titular da posição. O então reserva entrou na vaga e não a deixou nem com a recuperação do ícone do clube.

Campeão da Libertadores 2013 pelo time alvinegro, Victor foi 'canonizado' pela torcida e se tornou "São Victor" durante aquela campanha. Ausente por quase quatro meses na atual temporada, o arqueiro foi substituído por Giovanni. Contudo, antes mesmo de reunir condições de atuar, já sabia que seria escalado pelo treinador.

Em 15 de abril, oito dias antes da estreia de Victor na temporada, Roger Machado comunicou a alteração que pretendia realizar no gol do time: "O Giovanni tem dado uma resposta boa, mas a gente sabe o que significa o Victor para nossa equipe".

A mudança ocorreu contra a URT, no duelo de volta da semifinal do Campeonato Mineiro. Desde então, o atleta participou de quatro partidas - além da reestreia, os triunfos sobre Libertad, do Paraguai, e Sport Boys, da Bolívia, e o empate com o Cruzeiro. Com ele em campo, a equipe sofreu somente um gol - e em cobrança de pênalti.

Washington Alves/Cruzeiro

Do outro lado da final, a situação é distinta. Fábio era titular absoluto até agosto de 2016. Todavia, sofreu uma ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho direito e ficou fora de combate até o início de abril deste ano. A volta foi por apenas uma partida.

O camisa 1 foi titular contra o Democrata/GV, mas somente porque o técnico Mano Menezes decidiu poupar os seus principais jogadores. O novo titular da meta cruzeirense é Rafael. O goleiro de 28 anos assumiu a posição durante o problema físico do antigo capitão e não saiu mais.

Em março passado, o treinador do Cruzeiro deu a entender que o desempenho seria mais relevante que a história na escolha do guardião do gol: "Quando os dois goleiros estiverem em condições semelhantes de disputa aí nós vamos estabelecer uma disputa. Aí quem estiver melhor, vai jogar. O campo mostra aquilo que a gente deve fazer", disse na ocasião.

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