Técnico do Atlético-MG pega Paulinho de exemplo e diz que Elias é meia

Victor Martins

Do UOL, em Belo Horizonte

  • André Yanckous/AGIF

    Elias vira meia no Atlético-MG, para fazer função de Paulinho na seleção brasileira

    Elias vira meia no Atlético-MG, para fazer função de Paulinho na seleção brasileira

Paulinho foi um dos destaques da seleção brasileira na vitória por 3 a 0 sobre a Rússia, em amistoso disputado nessa sexta-feira, em Moscou. O jogador do Barcelona fez um gol, sofreu um pênalti e ainda teve outras chances claras, não aproveitadas. A movimentação de Paulinho e participação no jogo, na defesa e no ataque, é o exemplo que o técnico Thiago Larghi busca fazer com Elias no Atlético-MG.

Na visão do técnico interino do Galo, há algum tempo o seu camisa 7 não é mais volante, mas um meia. E assim Elias tem atuado assim desde que Larghi se assumiu o comando do time, no início de fevereiro.

REUTERS/Sergei Karpukhin
Paulinho está em grande fase na seleção brasileira

"Eu considero que o Elias não é um volante. Ele é um segundo volante para meia. É a mesma coisa que considerar o Paulinho seleção como volante. O próprio Renato Augusto, que vinha jogando, só para citar mais um exemplo aqui. Acho que não. É um jogador com uma transição muito forte. São jogadores que dão uma dinâmica de área a área, até difícil caracterizar como volante. O Gustavo Blanco sim é um volante. O Elias está mais para um meia", comentou Larghi.

O Paulinho da seleção brasileira tem se mostrado mais jogador do que o Paulinho do Barcelona. Na Espanha o brasileiro ainda não é titular absoluto, embora já tenha anotado oito gols na temporada. Assim como Elias ainda não conseguiu achar seu melhor futebol desde que Thiago Larghi assumiu o comando da equipe.

É nítido que o agora meia do Atlético é muito mais participativo. No duelo com a URT, nas quartas de final, foram várias vezes aparecendo como o elemento surpresa, assim como é a principal característica de Paulinho. Mas com a confiança do técnico e a sequência de jogos, a tendência é que Elias cresça de rendimento.

Irritação foi participar pouco do jogo

Não é muito comum ver Elias ser substituído durante as partidas. Mas foi o que aconteceu aos 16 minutos do segundo tempo no triunfo por 1 a 0 sobre o América-MG, pela semifinal do Campeonato Mineiro. Ao chegar no banco de reservas, o jogador mostrou muita irritação, descontada numa garrafa de água, que foi chutada pelo atleta.

Elias não se queixou em direção de Thiago Larghi. A bronca era com ele mesmo. O camisa 7 sentiu que não participou tanto do jogo como estava acontecendo nas partidas anteriores. Contra a URT, por exemplo, Elias deu 57 passes certos, finalizou seis vezes e teve dois desarmes certos. Já contra o América os números foram bem mais modestos. Apenas 17 passes certos, nenhuma finalização e apenas uma roubada de bola.

Como Elias estava participando pouco do jogo e naquele momento o América-MG pressionava, inclusive estava melhor naquele período, o técnico Thiago Larghi tirou o jogador e colocou Gustavo Blanco. A mudança foi justamente para aumentar o poder de marcação do Galo e deu certo, já que logo o time alvinegro voltou a comandar as ações da partida.

"Procuramos dar mais pegada no meio-campo, o Blanco tem uma pegada forte. Ele entrou bem na partida, conseguiu fazer isso, e nosso futebol voltou a fluir. Aí chegamos no gol que a gente precisava".

Colocar outro volante não está nos planos

Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro
Parte da torcida do Atlético-MG espera ver o time com Adilson, Gustavo Blanco e Adilson

Ter mais um volante ao lado de Adilson e Elias é um desejo de parte da torcida do Atlético. E é uma possibilidade, embora um pouco distante, como revelou Thiago Larghi. O técnico interino do Galo comentou sobre o assunto. Mesmo considerando Elias um meia, deixando assim Adilson como o único volante do time, o treinador não vai colocar outro jogador da posição. Não neste momento.

"Isso são possibilidades. Internamente, dentro da comissão técnica, a gente trabalho. É nosso papel levantar as possiblidades e a gente ouve todo mundo. Mas nosso trabalho fica muito em função do que a gente vê no dia a dia, o modo como a gente pensa o jogo. Para usar o Elias ali teríamos que colocar um segundo volante, tiraria o Cazares do meia e a gente entende que perderia a posse do meio. Tem todas as situações que envolvem isso. Em função de uma linha de trabalho, a comissão técnica estuda bastante e sabemos o que os jogadores nos oferecem", explicou Larghi.

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