Larghi resgata 'espírito' do Atlético e fica perto de recorde como interino

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Bruno Cantini/Atlético-MG

    Jogadores compraram ideias de Larghi, que pode virar o interino mais longevo do país

    Jogadores compraram ideias de Larghi, que pode virar o interino mais longevo do país

Os jogadores do Atlético-MG já tratam Thiago Larghi como treinador, mas a diretoria segue sem confirmar qualquer efetivação no cargo. Enquanto isso, o auxiliar vem conquistando a confiança da torcida, mostra evolução no time e se aproximando de um recorde curioso: mais tempo como interino no comando de uma equipe. A marca será alcançada neste domingo (01) contra o Cruzeiro, no jogo de ida da final mineira.

Thiago Larghi assumiu o Atlético-MG no início de fevereiro depois que Oswaldo de Oliveira foi demitido do clube. Em quase dois meses como interino, encontrou dificuldades, mas, aos poucos, conseguiu passar suas ideias para os jogadores e ver o retorno positivo dentro de campo.

No último final de semana, ao eliminar o América-MG na semifinal, o treinador alcançou a marca de 12 jogos à frente da equipe, superando Zé Ricardo, que comandou o Flamengo de forma interina por 11 vezes em 2016. Na primeira final contra o Cruzeiro, Larghi irá igualar Pachequinho, que dirigiu o Coxa por 13 vezes no ano passado.

Gradativamente, o Atlético vem apresentando evoluções com o interino, primeiro ao mostrar capacidade de sair da postura reativa e valorizar a posse de bola ao tomar as rédeas da partida quando necessário. Hoje, a equipe não apresenta tanta dependência dos contra-ataques e já produz com mais eficiência diante de adversários mais fechados. Triangulações e troca de passes deram lugar aos antigos chutões, também menos frequentes.

No meio, Cazares recebeu orientações e tem se mostrado mais participativo atuando mais recuado para auxiliar na transição ofensiva. Defensivamente, a equipe também melhorou e pode alcançar a marca de quatro jogos sem ser vazada, algo visto pela última vez apenas com Levir Culpi, em 2014.

Para o titular Luan, em menos de dois meses Larghi conseguiu entender e resgatar o espírito atleticano de jogar futebol.

"Devagarinho ele foi colocando a ideia dele, o que ele quer, o que aprendeu ao longo dos anos. Já esteve ao lado de grandes treinadores e nós fomos nos adaptando. Não tem muita conversa, mas dentro de campo ele organiza bem e entendeu o que é ser Atlético. O Atlético é intenso e ele entendeu isso. No início não encaixamos, foi um pouco complicado, mas fizemos boas partidas depois e resgatamos o que é ser Galo", disse o atacante.

O desempenho de Larghi também vem agradando. Mesmo considerando a maioria dos adversários de nível inferior, o técnico já venceu oito jogos, empatou uma e perdeu três, alcançando um rendimento de 69,4%. As duas decisões contra o Cruzeiro não servirão como vestibular, mas podem contribuir para uma eventual decisão da diretoria por efetivá-lo. Após os clássicos do Mineiro, o time ainda terá dois duelos próximos e importantes para o futuro na temporada: contra o Ferroviário, do Ceará, na Copa do Brasil, e diante do San Lorenzo, na estreia da Sul-Americana.

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