Carrascos marcam, Cruzeiro tira vantagem do Atlético-MG e é campeão mineiro

Enrico Bruno, Thiago Fernandes e Victor Martins

Do UOL, em Belo Horizonte

Arrascaeta e Thiago Neves são ídolos da torcida do Cruzeiro e com muito merecimento. Na final do Campeonato Mineiro, neste domingo, mais uma vez a dupla infernizou com o Atlético-MG. Com um gol de cada, a Raposa venceu por 2 a 0 - resultado que precisava, já que perdeu por 3 a 1 na ida - e ficou com o título do Campeonato Mineiro em 2018.

No Cruzeiro desde 2015, Arrascaeta já marcou seis gols em clássicos. Certamente o anotado neste domingo é o mais especial deles. O mesmo vale para Thiago Neves, que chegou à Toca da Raposa no ano passado e em pouco mais de um ano já marcou quatro gols sobre o Atlético.

Os 11 pontos de vantagem fizeram diferença

Líder da primeira fase do Campeonato Mineiro, com 29 pontos conquistados, o Cruzeiro somou 11 a mais do que o rival Atlético. A campanha quase perfeita, com nove triunfos e dois empates nos 11 jogos, valeu a vantagem que decidiu o Estadual. Era da Raposa o direito de jogar a decisão em casa e poder jogar pela vitória com a mesma diferença de gols na derrota do primeiro clássico. Por isso, o 2 a 0 foi o suficiente para o Cruzeiro ser campeão após a derrota por 3 a 1, no Independência.

Arrascaeta foi o melhor em campo

O clássico é o jogo favorito de Arrascaeta e os números comprovam isso. Já são seis gols diante do grande rival. Neste domingo, o camisa 10 celeste foi decisivo para o título. A Raposa precisava de dois gols para ficar com a taça e conseguiu graças a De Arrascaeta, autor do primeiro gol.

Protagonista na ida e vilão na volta

Otero foi um dos grandes nomes do Atlético no primeiro jogo da final. O meia deu assistências para todos os três gols atleticanos no triunfo por 3 a 1 sobre o Cruzeiro. Na volta, no Mineirão, o venezuelano caiu facilmente nas provocações de Edílson e ficou em campo por apenas 21 minutos. Otero deu uma cotovelada no lateral cruzeirense e foi corretamente expulso pelo árbitro Luiz Flávio de Oliveira.

Cruzeirenses desceram no meio da torcida

Uma forma encontrada pela diretoria do Cruzeiro para aumentar a motivação dos jogadores foi mudar a chegada no Mineirão. Nada de o desembarque dos atletas acontecer na porta do vestiário. Os jogadores celestes desceram do ônibus ainda na avenida, no meio dos torcedores, que puderam passar um pouco mais de energia para os atletas.

Pressão inicial resulta em gol rápido

Em busca de dois gols para tirar a vantagem do Atlético, o Cruzeiro começou a partida pressionando o rival e logo marcou o primeiro gol. Arrascaeta tentou duas vezes para fazer 1 a 0. Na primeira, o goleiro Victor fez uma grande defesa; na segunda, o uruguaio foi mais rápido e antecipou a defesa alvinegra para cabecear a bola.

Primeiro tempo nervoso e com muitos cartões

Pedro Vale/AGIF
Primeiro tempo da final entre Cruzeiro e Atlético foi de muitas reclamações

A etapa inicial do final do Campeonato Mineiro não foi nada fácil para Luiz Flávio de Oliveira. O árbitro teve de conter bastante os jogadores dos dois lados, que reclamavam a cada marcação. O resultado foi uma partida muito mais pegada do que com lances de perigo. No fim do primeiro tempo, cinco cartões apresentados. Três amarelos para o lado azul e um amarelo e um vermelho para o lado preto e branco.

Nervoso, Edílson saiu no intervalo

Claramente o jogador mais nervoso do Cruzeiro em campo era o lateral direito Edílson. Envolvido em algumas das confusões no primeiro tempo, inclusive no lance que resultou na expulsão de Otero, o camisa 22 não voltou para a etapa final. Edílson já estava amarelado e deu lugar a Mancuello. Com isso, o volante Henrique foi atuar como lateral.

Receita se repete no segundo tempo

Assim como na etapa inicial, quando pressionou e fez um 1 a 0, o Cruzeiro mais uma vez abafou o Atlético no campo de defesa. De novo o resultado foi um gol rápido. Fábio Santos perdeu a bola para a Arrascaeta e o uruguaio cruzou na medida para o gol de Thiago Neves, o gol do título.

Cruzeiro opta por não correr riscos

Com o Atlético em cima e muito espaço para contra-atacar, o Cruzeiro optou por uma postura segura. Nada de buscar o terceiro gol a qualquer momento. O importante era segurar o resultado, o suficiente para ficar com o título. Com a equipe muito bem posicionada na defesa, o Cruzeiro não sofreu pressão nos minutos finais e nem levou sustos.

Atlético termina com dois expulsos

Sem força para atacar e nem mesmo segurar a bola, o Atlético se viu envolvido pelo Cruzeiro. Na vontade de recuperar a bola e tentar uma última jogada, Patric fez  falta dura em Ariel Cabral, deixando o Galo dois jogadores a menos já nos minutos finais. O vermelho marcou o início da festa cruzeirense, mesmo com o jogo em andamento.

FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO 2 X 0 ATLÉTICO-MG

Data: 08 de abril de 2018, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Motivo: Final do Campeonato Mineiro
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (ambos SP)
Cartões amarelos: Edilson, Thiago Neves, Léo, Robinho, Egídio e Ariel Cabral (CRU) Ricardo Oliveira, Patric e Erik (CAM)
Cartões vermelhos: Otero e Patric (CAM)
Gols: Arrascaeta aos 3 minutos do primeiro tempo e Thiago Neves aos 7 minutos do segundo tempo

CRUZEIRO: Fábio, Edílson (Mancuello, no intervalo), Dedé, Léo e Egídio; Henrique, Ariel Cabral, Robinho (Rafinha, aos 22 do 2º) e Thiago Neves; Arrascaeta (Ezequiel, aos 30 do 2º) e Rafael Sóbis.
Técnico: Mano Menezes

ATLÉTICO-MG: Victor, Patric, Leonardo Silva, Gabriel e Fábio Santos; Adilson, Elias (Róger Guedes, aos 32 do 2º), Luan (Gustavo Blanco, aos 13 do 2º), Cazares e Otero; Ricardo Oliveira (Erik, aos 13 do 2º).
Técnico: Thiago Larghi (interino).

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