"Vergonha", diz presidente do Atlético-PR sobre interferência de federação

Do UOL, em São Paulo

  • Cleber Yamaguchi/AGIF

    Dirigentes de Atlético-PR e Coritiba conversam com arbitragem de clássico em meio a impasse sobre transmissão de jogo

    Dirigentes de Atlético-PR e Coritiba conversam com arbitragem de clássico em meio a impasse sobre transmissão de jogo

O presidente do Atlético-PR, Luiz Sallim Emed, disse que a interferência da Federação Paranaense de Futebol (FPF) no clássico contra o Coritiba, neste domingo (19), na Arena da Baixada, pela quinta rodada do Campeonato Paranaense, "é uma vergonha mundial".

O jogo, marcado para as 17h (de Brasília), teve seu início impedido pela FPF. A entidade se opôs à iniciativa dos clubes de se unirem para transmitir o jogo de forma independente e exclusivamente online, pelos canais dos times no YouTube. Com isso, os clubes se negaram a jogar e a partida foi adiada.

"É uma atitude arbitrária da federação. O campeonato vai ser transmitido para os Estados Unidos via Facebook. Isso já acontece (no mundo), porque não pode aqui? O presidente (da federação) não tem responsabilidade de poder sentir o que está acontecendo aqui. Está impedindo um espetáculo. É uma ideia estreita desse presidente. Não dá mais para ficar nesse tipo de coisa. Basta! Basta! É uma vergonha mundial", disse Emed.

"Viemos para jogar. Os dois clubes compareceram. O juiz, que tem a autoridade, me explicou que ele obedece uma ordem superior. Expliquei que, às vezes, algumas leis não são éticas. Infelizmente, ele deu mais dois minutos e se retirou. Está no momento de a gente mudar, ter direito de resposta, de tomar decisões que são dos clubes. O futebol só existe pelos jogadores e clubes", afirmou.

Os dois clubes não chegaram a um acordo com as Organizações Globo para a transmissão de seus jogos em TV aberta no Paranaense de 2017. O diretor executivo de marketing do Atlético-PR, Mauro Holzmann, considerou como "merreca" a oferta feita pela Globo.

"Fica o alerta para que os outros clubes sigam o exemplo de Atlético e Coritiba. Vamos dizer não. É uma palavra simples. Muitas vezes é isso que a gente tem que fazer: romper com essas coisas", disse Emed.

O vice-presidente do Coritiba, José Fernando Macedo, também se revoltou com a situação.

"Em toda essa situação, eu tenho pena do futebol do Paraná. É uma situação esdrúxula. É o maior clássico do futebol do Paraná. São picuinhas", afirmou.

FPF diz que problema é no credenciamento

Hélio Cury, o presidente da federação paranaense, disse que não haveria jogo enquanto os profissionais não saíssem de dentro de campo. Segundo ele, o credenciamento dos profissionais deveria ter sido feito 48 horas antes da partida, o que não teria acontecido.

"Enquanto os profissionais não credenciados estiverem dentro do campo não vai haver jogo", disse ele. "Deveria ser feito um credenciamento 48 horas antes da partida. O nosso posicionamento está bem claro: está proibido".

Os clubes disseram ter sugerido que os profissionais que transmitem o jogo de dentro do campo poderiam ir para as arquibancadas. Questionado sobre isso, Cury disse que não poderia fazer nada para impedir o jogo nesse caso.

"A federação só cuida do que acontece dentro do campo, fora nós não temos nada a ver com isso. Se eles tirarem tudo do campo e colocarem na arquibancada não podemos fazer nada".

 

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