Atlético-PR vê Arena vazia em 2018, mas prejuízo no caixa é relativizado

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL

  • Reinaldo Reginato/Fotoarena/Estadão Conteúdo

    Arena da Baixada vazia em 2018: 16% de taxa de ocupação, mas prejuízo relativo

    Arena da Baixada vazia em 2018: 16% de taxa de ocupação, mas prejuízo relativo

Longe do ideal para a qual foi projetada, a Arena da Baixada tem recebido apenas 16% de sua capacidade de público nos jogos do Atlético Paranaense em 2018. Em nenhuma das sete partidas que fez em casa na temporada até aqui, o público ultrapassou 10 mil pessoas. A melhor presença foi na semifinal da Taça Dionísio Filho, o primeiro turno do Paranaense, quando 9.028 pessoas pagaram ingressos para ver o 0 a 0 com o Rio Branco – e depois a eliminação nos pênaltis.

Neste sábado, 16h, o Atlético reencontra o mesmo Rio Branco em casa, agora pelo segundo turno, a Taça Caio Júnior. Em meio à uma ruptura com a torcida organizada, o clube tem uma média de 6.652 pagantes por jogo, apenas a 17ª do Brasil, atrás do rival Coritiba (7.989), algo que não acontecia desde a reabertura da Arena após a Copa em 2014. Além disso, usa uma equipe alternativa no Estadual, em que tem média de 5.939 pagantes.

O clube também cobra valores diferentes para as competições; no Estadual, os ingressos custam entre R$ 30 (meia) e R$ 60 nas arquibancadas. Já na Copa do Brasil, no mesmo setor, variam entre R$ 50 e 100.  

Sócios vão em baixo número – e isso ajuda a fazer caixa positivo

Reprodução
Receitas e despesas contra o União: sócios a R$ 20 e R$ 1.600 gastos com locução no estádio

O clube divulgou para a imprensa que tem uma listagem com 9.496 sócios aptos a votar, um decréscimo de 788 sócios (7%) em relação ao número de uma listagem divulgada em novembro do ano passado. Esse universo não compreende a totalidade dos sócios do clube, uma vez que o número de aptos a votar não é o mesmo correspondente ao total: os aptos têm pelo menos três anos de associação ininterrupta. O número total não é informado pelo clube.

Mas, nos jogos da equipe em 2018, a média de presença de sócios é de 5.586 pessoas. Um elemento importante para a conta do prejuízo anunciado pelo clube nos borderôs. Em cinco deles, o Atlético informou déficit de mais de 50 mil reais em cada um. Apenas contra o Ceará, pela Copa do Brasil, e no citado jogo com o Rio Branco é que o time teve "lucro".

Entretanto, os números somam um valor atribuído de R$ 20 por sócio que entra no jogo. Como a associação mais barata é de R$ 150 mensais, e em três meses (contando até o fim de março) o clube tem garantidos nove jogos em casa (o número pode chegar a 11, conforme o desempenho), o ingresso médio está saindo por R$ 50 antes das definições no Paranaense e na Copa do Brasil. Uma diferença de 150% na arrecadação divulgada e que não entra nas contas das despesas anunciadas pelo clube.

Entre as taxas de INSS (cobradas proporcionalmente sobre o valor atribuído aos sócios e o número de presentes), de antidoping, arbitragem, seguros, percentual da Federação Paranaense (10% do bruto), o clube também soma despesas com lanches, confecção de ingressos e a locução oficial do estádio, compondo o mosaico das despesas e do prejuízo reclamado.

ATLÉTICO-PR X RIO BRANCO

Data: 10 de março de 2018, sábado
Horário: 16h (de Brasília)
Motivo: 3ª rodada da Taça Caio Jr. – Campeonato Paranaense
Local: Arena da Baixada, em Curitiba (PR)

Árbitro: João Paulo Romano Queiroz
Auxiliares: Luciano Roggenbaum e Andrey Luiz de Freitas

ATLÉTICO: Caio; Diego, Daniel, Léo Pereira e Nicolas; Deivid, Bruno Guimarães, Matheus Anjos e João Pedro. Marcinho e Ederson. Técnico: Tiago Nunes.

RIO BRANCO: Jhones; Douglas, Thiagão, Willian e Victor; Kessy, Marco Túlio e Camargo; Valdanes, Vandinho e Tcharles. Técnico: Itamar Bernardes.

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