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Com Del Nero solteiro, 'Melhores do Paulistão' vira encontro de cartolas

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Imagem: UOL

Juliana Alencar

Do UOL, em São Paulo

2015-05-05T06:22:36

05/05/2015 06h22

A brincadeira era uma referência às cheerleaders que animavam os intervalos dos jogos do Paulistão durante o mandato do ex-presidente da Federação Paulista de Futebol, Eduardo José Farah, morto em 2014. "Segurem as 'faretes' que o Del Nero já chegou", brincou um garçom após ver o presidente da CBF, conhecido pela fama de namorador, chegar à festa de encerramento do Campeonato Paulista, na noite desta segunda, na zona oeste de São Paulo.

Sem companhia feminina, Del Nero, no entanto, fez formar uma fila invisível em torno dele antes do início da cerimônia de entrega dos prêmios, às 22h. De cartolas a convidados, o dirigente que seria homenageado da noite pelo atual presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, foi abordado diversas vezes até que conseguiu, enfim, se sentar na mesa reservada a ele. "Ah, mas hoje eu estou aqui para ver os amigos...", disse , educadamente, ao recusar um pedido de entrevista.  E seguiu a conversa animada com os seus.

Eram esperadas cerca de 1,4 mil pessoas na entrega do prêmio. Teve o ex-narrador Osmar Santos, teve a ex-jogadora de basquete Hortência... Mas as mesas vazias na área reservada aos atletas denunciavam a ausência de alguns convidados. Os palmeirenses que foram eleitos na seleção do Paulistão até prestigiaram a festa, mas deixaram a animação em casa - claramente um efeito da derrota para o Santos na final disputada no dia anterior.

"Arouca, Arouca! O Valdívia vem?", perguntou um torcedor. Ao lado de sua bela mulher, Zé Roberto, fazendo a linha relações públicas, tentava atender a todos os pedidos de selfies. Em paciência, ficou só atrás de Alessandro, coordenador técnico do Corinthians, responsável por receber os prêmios dos jogadores premiados do alvinegro. Gil e Fagner viajavam ao Paraguai pelo jogo da Libertadores. Dos times grandes paulistas, só o São Paulo não teve jogador entre os melhores. O presidente do Tricolor Carlos Miguel Aidar não gostou de ser questionado sobre essa ausência. "Não sei, não sei...", desconversou.

Do lado santista, a ressaca da balada gospel após a vitória do domingo era visível: numa das mesas reservadas ao elenco do campeão do estadual, jogadores como Gabigol, Lucas Lima e Robinho passaram a maior parte do tempo entretidos com os seus celulares. Ah, o What's app...

Talvez a música não colaborasse tanto. No som ambiente, o mais próximo de um sambinha, ritmo favorito de sete entre 10 jogadores, foi uma versão de "Sexual Healing", de Marvin Gaye, com sonoridade de pagode. "Podia tocar um funk para ver se se eles animam um pouco", ironizou um convidado, que se aproximou do cercadinho da área mais próxima ao palco para tentar um autógrafo na camisa do Santos.

Com vinho espanhol e uísque estrangeiro, a festa do Paulistão teve um menu mais sofisticado que o futebol exibido no campeonato: val au vent de camarão ao vinho branco, toumedor em crosta de amêndoas, vichcoise de alho poró com cottage, crumble de maçã com sorvete de creme...  E teve o apresentador do "Globo Esporte", Tiago Leifert, mestre de cerimônias ao lado da atriz Fernanda Paes Leme, falando o nome do patrocinador do campeonato pela primeira vez. Afinal, alguém teve que pagar a festa.

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