Solidez defensiva agrada Bauza, mas técnico quer mais do ataque

Do UOL, em São Paulo

  • Eduardo Knapp / Folhapress

O São Paulo não empolgou na primeira partida oficial realizada em 2016, porém o estreante Edgardo Bauza minimizou o empate fora de casa e viu com bons olhos o desempenho da equipe, em especial no primeiro tempo do duelo com o Red Bull Brasil. O treinador argentino mostrou satisfação com o comportamento defensivo dos seus comandados, fato que já havia chamado a atenção na pré-temporada.

Nos três jogos que antecederam a estreia no Campeonato Paulista, o São Paulo foi eficaz na retaguarda. Foram três adversários antes do Red Bull: Juventus, Boa Esporte e Cerro Porteño. Contra todos eles, Denis não sofreu nenhum gol, sequência que foi quebrada neste sábado (30), mas o fato não incomodou Bauza por ter surgido de uma cobrança de pênalti.

"Não me preocupa, porque isso à parte, a equipe esteve sólida. O time melhorou muito a pressão defensiva. Não tenho estatística ainda, mas recuperamos a bola muitas vezes no campo adversário. Demos passos à frente, mas precisamos seguir melhorando", comentou o treinador, contente com a apresentação do setor, formado por Bruno, Rodrigo Caio, Breno e Mena, com a proteção dos volantes Hudson e Thiago Mendes.

Isso não quer dizer que o treinador ficou satisfeito com tudo o que foi apresentado pelo São Paulo. Bauza elogiou o comportamento dos seus jogadores, que mantiveram a formação tática treinada durante todo o jogo, porém não foram tão eficazes com a posse de bola, ao atacar o adversário. Com a estreia na pré-Libertadores na quarta-feira (3), Bauza comentou o que tentará fazer nos dias que antecedem o confronto com o Universidad César Vallejo.

"Vamos ver para que a equipe tenha mais possibilidades ofensivamente", projetou o técnico. Diante do Red Bull Brasil, Alan Kardec e Centurión deixaram a desejar, enquanto Paulo Henrique Ganso e Michel Bastos tiveram bons momentos - o camisa 10, inclusive, marcou o gol são-paulino.

O recém-contratado Calleri e o atacante Rogério podem ser opções para melhorar a eficiência do ataque, mas Bauza não deu sinais de que vá colocar um dos dois como titular na próxima partida. 

Seja quem for escalado, está claro para o treinador que o escolhido estará pronto para entrar em campo na competição continental. "Os jogadores do São Paulo têm de saber o que representa, tem de suportar a pressão de jogar essa partida da Libertadores. Quem joga no São Paulo sabe que é assim", disse.

 

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