Polícia entra em confronto com time do Capivariano; atleta é ferido

Bruno Thadeu

Do UOL, em São Paulo

Dirigentes e jogadores do Capivariano e policiais militares se confrontraram após derrota do time contra o Ituano, 2 a 1, domingo, em Itu. Descontentes com a arbitragem de Luiz Flávio de Oliveira, representantes da equipe de Capivari estavam no corredor de acesso ao vestiário do juiz quando entraram em luta corporal com os policiais.

Reprodução/Roberto Fernandes
Zagueiro Leandro Silva sofreu hematomas na cabeça após ação policial em Itu

Ao UOL Esporte, o assessor de imprensa do Capivariano, Lucas Oliveira, acusou os policiais de usarem força excessiva diante de uma reclamação controlada.

"Foi completamente desnecessário o uso da violência por parte dos policiais. Eles estavam com escudos e nos bateram com cassetetes. Uma ação de extrema brutalidade. O nosso zagueiro e capitão Leandro Silva foi agredido na cabeça, nosso dirigente teve o dedo quebrado", relata o assessor.

O motivo da reclamação dos dirigentes do Capivariano foram dois pênaltis assinalados em favor do Ituano, que converteu as duas cobranças. O segundo pênalti ocorreu aos 49 min do segundo tempo.

De acordo com o Capivariano, saíram feridos o zagueiro Leandro Silva (lesão na cabeça), o supervisor de futebol Dênis Conselvan (dedo quebrado), o roupeiro do clube (luxação no braço), o gerente de futebol (ferimento braços, costas e pernas) e o assessor de imprensa Lucas Oliveira (passou por tomografia após pancada na cabeça).

Jogadores e dirigentes foram a uma delegacia em Itu registrar Boletim de Ocorrência, mas foram informados de que precisavam retornar na segunda-feira para finalizar o registro.

"Estávamos no local para criticar dois pênaltis, sendo que o último foi bastante duvidoso. Não havia necessidade de uma reação daquela maneira", prosseguiu o assessor de imprensa.

Na súmula da partida, o árbitro Luiz Flávio de Oliveira deu versão diferente. O juiz alega que os dirigentes do Capivariano ameaçaram agredi-lo no acesso ao vestiário. Luiz Flávio afirma que os policiais tiveram de reagir na mesma proporção da força praticada pelos funcionários do Capivariano.

"Como o acesso era muito estreito, aguardamos por pelo menos três minutos, e após a ação policial para que pudéssemos sair com segurança, momento no qual os referidos dirigentes forçaram furar o bloqueio policial, que utilizaram de força proporcional para preservação de nossa integridade física", descreveu o árbitro.

Nota oficial do Capivariano

Em momento algum a delegação e jogadores tentaram agredir a arbitragem e muito menos a PM.

Apenas pedimos explicações pelos lances duvidosos apitados pelo Sr Luiz Flávio de Oliveira. No momento que o mesmo chega ao túnel, ele parou junto com os auxiliares e SORRIU para nós dizendo em tom de IRONIA, "Se eu errei eu vejo as imagens na TV".

A polícia militar ao invés de instruir a arbitragem, preferiram usar de força DESPROPORCIONAL, uma vez que toda comissão já estava encurralada no túnel, e todos policiais à frente impedindo a passagem.

Nos atingiram com golpes na cabeça e chutes em quem caiu no chão na frente deles.

O delegado de plantão não deu continuidade no BO ontem que foi aberto na cidade de ITU. Assim como não foram informados os nomes dos policiais envolvidos.

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