André volta à Vila com Corinthians 8 anos após indicação que mudou sua vida

Dassler Marques e Pedro A. Lopes

Do UOL, em São Paulo

  • Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

Ainda não se sabe se no banco de reservas ou entre os titulares, mas André volta à Vila Belmiro no domingo. O clássico entre o Santos, clube em que despontou para o futebol profissional, e o Corinthians, sua nova equipe, faz com que o centroavante seja um dos personagens da partida. O que poucos sabem é que isso só foi possível graças a outro jogador, pouco conhecido. 

"Ele foi um cara que, se hoje estou aqui, tenho que agradecer a ele", conta André ao UOL Esporte.

A menção é a Jefferson Luiz do Nascimento de Souza, mais conhecido como Café. Hoje jogador da Anapolina-GO, ele indicou André para as divisões de base do Santos há oito anos. Ambos haviam atuado juntos, ainda adolescentes, pela Cabofriense-RJ: Café seguiu o rumo da Vila Belmiro em 2007 e no ano seguinte resolveu um problema crônico da geração que ainda tinha Paulo Henrique Ganso como maior expoente. 

Arquivo Pessoal
Café (terceiro agachado) e André (último agachado): juntos no Sub-20 do Santos

"Eu cheguei no Santos, fiz um bom Paulista, fomos campeões Sub-20 e disputamos a Taça São Paulo de 2008. O Márcio Fernandes (então técnico do sub-20) precisava de um atacante nascido em 1990 e eu vi o time dele jogando. Ele me perguntou se não tinha atacante na Cabofriense e eu disse que tinha um amigo que era bom. Então começaram as conversas", explica Café. 

Naquele ano, André havia sido destaque do Campeonato Carioca Sub-20. Além de ser um dos artilheiros do torneio, levou a Cabofriense até a decisão e logo se transferiu para o Santos. "O André subiu logo para o profissional, depois desceu para a base e então subiu de vez", recorda Café. 

Se o colega chegou à seleção brasileira, se transferiu para a Europa e fez fama ao lado de Neymar, a trajetória de Jefferson é mais modesta. Ele integrou os profissionais do Santos por um período curto e teve contrato vigente até 2014, mas não conseguiu se firmar como uma das promessas da geração. Café jogou pelo Tigres-RJ, duas vezes pela Cabofriense novamente, Portuguesa Santista, Araioses-MA, Arraial do Cabo-RJ e agora defende a Anapolina. 

Arquivo Pessoal
Café (penúltimo agachado) e André (agachado, com a bola): juntos no Sub-17 da Cabofriense

"Nós chamávamos ele de Obina no Santos. Devo muita coisa a ele. Só agradeço ao Jefferson por essa dica. É claro que, eu pudesse ajudar dando essa dica, claro que ajudaria. Foi como um pontapé inicial que ele deu, porque ele me indicou e acabei indo. Depois aconteceu tudo aquilo (título importantes no Santos) em 2010. Ele até ficou com a gente aquele ano, mas depois tomou outro rumo", relembra André, com sorrisos pela menção inesperada ao antigo amigo. 

Café conta que, nos dias de hoje, a proximidade que eles tinham se perdeu no tempo. "Não temos convivência, qualquer diálogo, mas me sinto feliz que ele estourou. Éramos bastante amigos na Cabofriense, saíamos do treino juntos, lanchávamos, foi uma amizade bastante forte". 

Campeão paulista e da Copa do Brasil ao lado de Neymar, Robinho e PH Ganso em 2010, André depende do aval de Tite para atuar com o Corinthians no domingo na Vila Belmiro. A comissão técnica avaliará os jogadores mais desgastados e irá definir uma equipe mista neste sábado, já que a próxima quarta-feira marca compromisso pela Copa Libertadores, no Paraguai, diante do Cerro Porteño-PAR. 

"Estou bem, estou à disposição, não estou machucado e não tenho nenhuma dor. Se o Tite optar, estou por aí", avisa André.

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