Vitória contra rival faz Santos espantar crise e até "fantasma do 2º tempo"

Samir Carvalho

Do UOL, em Santos (SP)

  • Diego Padgurschi /Folhapress

    Dos dez gols sofridos do Santos no ano, oito deles aconteceram no segundo tempo

    Dos dez gols sofridos do Santos no ano, oito deles aconteceram no segundo tempo

A vitória por 2 a 0 do Santos no clássico contra o Corinthians, no último domingo (6), pela oitava rodada do Campeonato Paulista, serviu para abafar os recentes problemas nos bastidores do clube e, também, uma espécie de "fantasma" vivido pelo técnico Dorival Júnior.

Questionada por seu rendimento, a equipe apresentava sensível queda de rendimento no segundo tempo nos jogos da temporada. Dos dez gols sofridos, oito deles aconteceram nesse período. No clássico deste domingo, a equipe santista não sofreu gols e "quebrou" o desempenho ruim na etapa final.

"Independentemente dos últimos jogos, a equipe tem feito um bom primeiro tempo e caído no segundo. Vamos ter algumas oscilações, mas estamos no caminho", disse Dorival antes do clássico. Após a vitória contra o Corinthians, o treinador voltou a cobrar equilíbrio de sua equipe durante os 90 minutos de jogo.

"Fiquei muito feliz com o primeiro gol: trabalho de troca de passes primeiro, depois a quebra da primeira linha com o passe do Renato, aceleração da jogada, inversão... Precisamos igualar estes dois tempos. O time fez um primeiro tempo melhor que o segundo. Precisamos de jogos mais regulares e que soframos um pouco menos", comentou.

Vencer o rival pode confirmar um novo momento para a equipe. Além de quebrar a invencibilidade de nove jogos no Corinthians ano, não sofrer gols justamente nesse confronto significa uma retomada de confiança.

A prova é que o rival marcou seis dos seus 11 gols nos dez minutos finais de partida. Ou seja, no segundo tempo. 

O curioso é que o Santos é o único entre os quatro grandes concentrado, exclusivamente, no Campeonato Paulista, não acarretando problemas para a recuperação física dos jogadores entre cada partida. O Corinthians, por exemplo, encara uma maratona de 16 jogos sequênciais em apenas 53 dias.

A equipe iniciou o ano com problemas no setor defensivo devido a lesão do zagueiro David Braz, que ainda não estreou na temporada. Nas derrapadas, a mais sentida foi contra o Novorizontino, quando após abrir 1 a 0, sofreu três gols somente no segundo tempo. O jogo terminou 3 a 3.

Fora de campo, nesta semana a corrida foi para quitar um atraso salarial com os jogadores. Além disso, o clube paulista sofreu reflexos pela frustração da negociação do centroavante Ricardo Oliveira com o futebol chinês.

O camisa 9 santista admitiu ter ficado chateado pela não conclusão do negócio, mas reapareceu no clássico ao marcar os dois gols da vitória santista.

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