Pontos fortes de Rogério Ceni viram problemas do São Paulo em 2016

Guilherme Palenzuela

Do UOL, em São Paulo

O São Paulo entra em campo neste sábado, às 18h30, contra o Oeste, pelo Paulistão. Na partida que marcará o retorno do time ao Morumbi depois de três meses tendo o Pacaembu como casa, o time do técnico Edgardo Bauza também jogará para superar falhas recentes. Neste início de 2016, a equipe peca exatamente naqueles que eram os pontos fortes de Rogério Ceni, antigo capitão que se aposentou no fim de 2015.

Erro decisivo de goleiro, quatro pênaltis perdidos e nenhum gol em cobrança de falta. Como se não bastassem as falhas técnicas, o elenco ainda foi cobrado publicamente pela diretoria para que apresente comportamento mais profissional, qualidade que fazia Ceni ser elogiado e tido como exemplo dentro do CT da Barra Funda.

Este é o primeiro ano do São Paulo sem Rogério Ceni, que passou 25 anos no clube e realizou 1.237 jogos defendendo o mesmo escudo. Desde o fim de 2015, quando o goleiro ídolo foi impedido de jogar por lesão, o titular da posição tem sido Denis, que durante oito anos esperou a chance. Capitão da equipe em 2016, Denis segue respaldado pela comissão técnica, mas cometeu erro decisivo no empate por 1 a 1 contra o River Plate, pela Copa Libertadores, na Argentina.

As carências pelos pontos fortes de Rogério Ceni se mostram maiores no setor ofensivo. Especialidade do goleiro-artilheiro, hoje o São Paulo falha nas cobranças de falta e principalmente nas cobranças de pênalti. Em 2016, o time não marcou nenhum gol de falta direta, ainda não tem cobrador oficial, e – pior – perdeu quatro cobranças de pênaltis em cinco tentativas: Jonathan Calleri, Paulo Henrique Ganso e Michel Bastos, duas vezes, perderam. O único pênalti convertido foi pelo próprio Michel.

O contraste é com os 131 gols marcados por Rogério Ceni durante a carreira – destes, 62 foram em cobranças de falta. Nos últimos jogos, Michel Bastos, Paulo Henrique Ganso e até o zagueiro Maicon tentaram cobranças diretas e não acertaram.

O ponto extracampo no qual Ceni se destacava e hoje virou problema é a liderança através do comprometimento com o clube. Há pouco menos de um mês a diretoria fez cobrança pública ao elenco por maior empenho e comportamento mais profissional. Nas palavras do diretor executivo de futebol, Gustavo Vieira de Oliveira: "Nossa análise é muito mais comportamental, a conduta do atleta. É nesse sentido que eu falo. E nesse assunto, nós não estamos satisfeitos. A diretoria está tomando atitude para que isso seja corrigido", disse.

Na cúpula são-paulina, o que se discute é que a ausência de Ceni dificultou o trabalho da comissão técnica em traçar objetivos coletivos para o time. Substituto como gestor do vestiário, o zagueiro uruguaio Diego Lugano tem apenas três meses desde que voltou ao CT da Barra Funda, ainda adquire a forma física ideal e por ora não assumiu a braçadeira de capitão.

Lugano não joga neste sábado. Com uma lombalgia, nem treinou na sexta-feira no reconhecimento do novo gramado do Morumbi e será substituído mais uma vez por Rodrigo Caio. O time para a partida terá: Denis; Bruno, Maicon, Rodrigo Caio e Mena; Hudson e Thiago Mendes; Michel Bastos, Ganso e Daniel; Calleri. 

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