Tite dá méritos ao Palmeiras e protege jogadores corintianos de críticas

Dassler Marques e Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

Na avaliação de Tite, os dois lances que definiram o clássico Palmeiras 1 x 0 Corinthians foram méritos dos adversários e não deméritos de seus jogadores. Além deles, o treinador evitou críticas ou análises individualizadas sobre André, Guilherme e Elias, que não jogaram bem. 

O primeiro lance foi o pênalti desperdiçado por Lucca e defendido por Fernando Prass. Dois minutos depois, exatamente aos 30min do segundo tempo, o Palmeiras fez o gol da vitória. Dentro da grande área, Dudu escorou de cabeça e venceu Cássio, que abandonou a meta para tentar cortar a finalização. 

"O gol foi mérito do Palmeiras, do Zé Roberto na falta. Ao invés de desviar, a bola subiu", disse Tite sobre a origem do gol marcado por Dudu. 

"No pênalti são dois aspectos. Técnico e emocional, equilíbrio. No pênalti de hoje, o Prass foi muito bem. A bola no canto embaixo, bem, a gente fala na bochecha da bola. Me dói falar isso, não queria, falo meio amargo, me dói torcedor corintiano. Tenho que ter discernimento e ele foi muito bem no lance", elogiou sobre Fernando Prass. 

Quanto a três jogadores corintianos em especial, que não fizeram bom jogo, Tite também tratou com naturalidade. As perguntas foram sobre Guilherme, Elias e André. 
 
"É natural que imaginem um jogador desempenhando tudo da imagem dos clubes de antes. É normal. Tem que se compreender que para que isso aconteça. Quero amadurecer com vitórias. Nisso estão os atletas, individualmente. Mas, para passar uma ideia, a ideia é processo evolutivo e de afirmação da equipe, individual e coletivo", falou sobre André. 
 
"É do conjunto todo, a equipe poderia ter jogado mais se está mais madura. Procura mais triangulações. Ainda está absorvendo nos grandes jogos, ela vai rodar junto. Eu falei calma no intervalo. A marcação estava muito forte. O Guilherme no último jogo havia ido muito bem. A equipe em processo de crescimento, de construção", comentou também Tite. 
 
"Não vamos imaginar que Elias possa voltar e ter o mesmo ritmo dos outros jogos. (...) Precisávamos retomar o Elias para a sequência e houve a dúvida de tirar no intervalo. Por segurança, ele tinha mais 15 minutos, e eu quis ver se o jogo ia continuar no mesmo ritmo", disse o treinador sobre ter substituído Elias por Maycon nos primeiros minutos da etapa final. 

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