Homem morto vira mistério, e 55 presos são liberados um dia após clássico

Dassler Marques e Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

Praticamente 24 horas se passaram desde o clássico entre Palmeiras 1 x 0 Corinthians, marcado por episódios de violência entre as torcidas organizadas Mancha Verde e Gaviões da Fiel. Ao todo, segundo dados da Polícia Militar, 55 pessoas foram presas, mas todas liberadas até esta segunda-feira após assinatura de um termo circunstanciado. Eles responderão judicialmente pelos confrontos. 

O principal episódio foi registrado na Estação São Miguel Paulista da CPTM, onde dezenas de torcedores das duas equipes brigaram e um homem que passava por perto foi morto por um tiro no coração. Até as 16h desta segunda-feira, as autoridades paulistanas tentavam descobrir a identidade dele, que não portava documentos. 

De acordo com informações do Instituto Médico Legal de Artur Alvim, onde se encontra o corpo, ele pode ser enterrado como indigente a partir de 72 horas se não for identificado por familiares. A hipótese de que se tratava de um morador de rua foi praticamente descartada pela PM. 

Essa espera pode ser estendida até no máximo 15 dias, de acordo com o espaço disponível no IML. Para tentar descobrir de quem trata o homem morto, impressões digitais foram colhidas e enviadas para análise. Trata-se de um dos processos mais eficazes em casos do tipo. 

Ao todo, foram quatro confrontos registrados pela PM no domingo. No Metrô Brás, que teve vagões depredados, mas nenhum preso, em São Miguel, que acabou com três presos, em Guarulhos, que teve 25 detidos, e já depois da partida, próximo do Metrô Clínicas, com mais 27 presos. Todos já estão liberados. 

"É como enxugar gelo", resume o Coronel Luiz Gonzaga, responsável por coordenar a operação no clássico do Pacaembu. 

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