Gabigol discute com rivais, apanha e assume protagonismo com gols e catimba

Samir Carvalho

Do UOL, em Santos (SP)

  • Danilo Verpa/Folhapress

    Gabriel discutiu com diversos palmeirenses e quase chegou às vias de fato com um deles

    Gabriel discutiu com diversos palmeirenses e quase chegou às vias de fato com um deles

O atacante Gabriel Barbosa se destacou no clássico entre Santos e Palmeiras. O camisa 10 marcou dois gols e deixou o campo com o seu nome gritado por todo o estádio ao ser substituído aos 36 minutos do segundo tempo, quando a equipe santista vencia por 2 a 0. Do banco de reservas, ele viu o Palmeiras empatar o jogo aos 42 e 43 minutos.

No entanto, enquanto Gabigol esteve em campo, os jogadores do Palmeiras não tiveram sossego. Em todos os sentidos. A revelação santista causava perigo com a bola nos pés e irritava os palmeirenses com suas 'catimbas' durante o jogo (ouça também a análise de PVC e Carsugui sobre o Paulistão no Tabelinha. Clique aqui).

O camisa 10 se envolveu em discussões com diversos atletas do Palmeiras na partida – casos de Jean, Gabriel Jesus, Matheus Sales, Egídio e Alecsandro, este último de uma maneira mais ríspida, quase chegando às vias de fato no primeiro tempo.

Gabigol deixou o campo como o santista mais provocador do clássico, superando até mesmo os desafetos Ricardo Oliveira e Lucas Lima.

Segundo estatísticas do Footstats, o camisa 10 foi o jogador que mais apanhou em campo, com cinco faltas recebidas, ao lado do meia Lucas Lima. Gabigol também liderou o quesito finalizações – foram três, duas delas dentro de gol.

O técnico Dorival Júnior, responsável por recuperar Gabriel no Santos na temporada passada, rasgou elogios ao camisa 10, mas lembrou que o jogador precisa resgatar as obrigações táticas, no sentido de marcação de posicionamento, para se destacar nos jogos.

"Eu acho que isso aí é uma situação que ele sempre buscou, que temos buscado muito a ele. Quando acontece esse fato, aliado às qualidades que ele têm, as oportunidades acabam acontecendo e ele acaba sendo decisivo", afirmou Dorival Júnior.

 "As funções são uma coisa, taticamente é outra. Taticamente ele tem de ser participativo como tem sido nos últimos jogos. Quando ele resgata isso, as oportunidades acabam acontecendo. Essas participações táticas tinham de melhorar e melhoraram para que possa ser tão efetivo quanto é", concluiu.

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