Por trás das câmeras: erro de árbitro gera confusão nos bastidores do dérbi

Dassler Marques, Diego Salgado e José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo (SP)

Uma ação errada do árbitro Thiago Duarte Peixoto gerou um clima pesado nos bastidores do clássico entre Corinthians e Palmeiras, disputado na noite da última quarta-feira, em Itaquera. Cobranças hostis da alta cúpula corintiana e uma confusão entre membros das duas delegações rivais marcaram os bastidores do primeiro clássico entre os dois clubes no ano; até a Polícia Militar precisou conter os ânimos.

Thiago Duarte Peixoto expulsou o volante corintiano Gabriel, quando, na verdade, Maycon estava envolvido no lance. Imediatamente, o elenco comandado por Fábio Carille iniciou a cobrança ao árbitro no gramado, enquanto os reservas também tomaram a iniciativa de reclamar.

A indignação do grupo alvinegro aumentou, especialmente dos suplentes, depois de o quarto árbitro da partida, Alessandro Darciê, confirmar a versão de quem reclamava. O profissional posicionado na lateral absolveu Gabriel em relação à falta, mas o árbitro manteve a primeira decisão para revolta dos jogadores da casa.

Enquanto as queixas tomavam conta do gramado – e Gabriel se recusava a sair do campo -, dois personagens precisaram ser contidos no banco de reservas. O preparador físico palmeirense Omar Feitosa e o jovem zagueiro corintiano Pedro Henrique discutiram ao ponto de quase avançarem para um confronto físico.

Precisou o técnico corintiano Fábio Carille, além de membros do banco de reservas dos dois times, afastar Omar e Pedro Henrique. A discussão, no entanto, avançou para a saída dos dois times para os vestiários com outros membros da comissão técnica corintiana; seguranças precisaram separar os envolvidos para evitar uma confusão ainda maior durante a partida.

No fim do jogo, Ivan Grava, médico corintiano, também se desentendeu com o preparador físico palmeirense, que preferiu não se pronunciar sobre os ocorridos. Omar Feitosa deixou os vestiários escoltado por seguranças e rapidamente entrou no ônibus junto com a delegação.

Não apenas corintianos e palmeirenses tornaram turbulento o clima nos bastidores do dérbi. A alta cúpula da diretoria do clube alvinegro descontou a insatisfação com o nível da arbitragem. A saída para o intervalo de Thiago Duarte Peixoto se deu em meio a aplausos irônicos e cobranças de dirigentes da equipe mandante.

Policiais Militares precisaram interceder e se posicionaram em meio ao túnel para evitar novas confusões no retorno para o intervalo. Os ânimos se acalmaram definitivamente apenas quando as duas delegações se fecharam nos respectivos vestiários depois do confronto.

A arbitragem, alvo da dura cobrança da diretoria corintiana no intervalo, permaneceu quase duas horas nos vestiários, com direito a escolta de seguranças e policiais. Thiago Duarte Peixoto saiu para dar entrevista somente depois da saída das duas delegações da Arena.

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