O que tornou rival do Palmeiras modelo de gestão no interior paulista

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

  • LUCAS BAPTISTA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

    Novorizontino enfrenta Palmeiras neste domingo pelas quartas do Paulistão

    Novorizontino enfrenta Palmeiras neste domingo pelas quartas do Paulistão

Além da vaga entre os oito melhores do Campeonato Paulista de 2017, há outro feito que orgulha a administração do Novorizontino, rival do Palmeiras neste domingo pelas quartas de final (às 19h de Brasília): o clube foi recentemente um dos sete escolhidos pela FPF como modelo de gestão de São Paulo. Os demais foram Palmeiras, Santos, São Paulo, Red Bull, XV de Piracicaba e São Caetano. 

Em um futebol em que os resultados esportivos cada vez mais estão ligados às administrações, o Novorizontino conquistou alguns objetivos em apenas seis temporadas desde que foi refundado. Saiu da quarta para a primeira divisão, se manteve em 2016 com o rebaixamento de seis clubes e, em 2017, atingiu o mata-mata e assegurou presença na Série D do Brasileirão em 2018. 

Abaixo, veja alguns dos itens que explicam a premiação entregue pela Federação Paulista em fevereiro à gestão do Novorizontino:

DIVISÕES DE BASE

O clube aposta na revelação de atletas como um de seus pilares e está entre os 12 paulistas com selo de clube formador. Os atletas recebem acompanhamentos médico, odontológico, psicológico e, inclusive, escolar.  

Recentemente, pela primeira vez na história, as equipes sub-15 e sub-17 alcançaram o mata-mata do Paulista. Já o sub-20 disputou a Copa São Paulo e conseguiu avançar até a terceira fase. Destaque pelo campeão Corinthians, o centroavante Carlinhos foi formado também no Novorizontino, em que esteve até os 17 anos. 

Diante do Santos, na última rodada do Paulistão, o Novorizontino estreou o prata da casa Rodrigo, de 16 anos e atacante formado nas divisões de base do clube. 

RELAÇÃO COM A COMUNIDADE

O principal ponto diz respeito às ações sociais, como entrega de ovos de páscoa em instituições carentes, visitas às escolas da região e participação em campanhas como Outubro Rosa, Novembro Azul e conscientização sobre o uso de água. 

BOM PÚBLICO

Com média de 3800 mil torcedores por jogo (cerca de 10% da população local), o Novorizontino é terceiro colocado se excluídos os quatro grandes do Estado. O índice do segundo lugar Red Bull, porém, foi inflado com confronto com o Santos no Pacaembu. Para promover as partidas por Novo Horizonte, o clube usa desde carros de som, sorteios de prêmios a ações como o Desafio do Tigrão. Neste domingo, diante do Palmeiras, mais de 10 mil ingressos foram vendidos. 

INVESTIMENTO TÉCNICO

O clube arca com despesas de treinadores e fisioterapeutas para realização de curso na CBF e também investe em orientação disciplinar aos atletas para reduzir casos de indisciplinas. No Paulista, tem dado certo, com um dos cinco índices mais baixos de cartões amarelos. A comissão técnica é numerosa, com dois analistas de desempenho e três fisioterapeutas. A infraestrutura de estádio e centro de treinamento também é elogiada. 

Já nas divisões de base, os atletas recebem palestras sobre os mais variados temas como a própria questão da arbitragem, mas desde doenças sexualmente transmissíveis até conscientização contra drogas e relações com a imprensa. 

SALÁRIOS EM DIA

Um dos aspectos levados em conta pela Federação Paulista diz respeito aos salários em dia, o que é uma realidade do Novorizontino. Não deveria ser virtude, mas passa a ser diante da incidência do problema em inúmeras equipes brasileiras, inclusive do interior paulista. A folha mensal é de R$ 450 mil aproximadamente e tem parte do custeio por parte da família Biasi (empresários locais).

DIREÇÃO ESTÁVEL E IDENTIFICADA

Diretor executivo do clube, Marcelo Barbarotti chegou em 2015 e participou da campanha de acesso à Série A-1 e segue desde então. Já Luiz Carlos Goiano, ex-volante, está desde o início do novo projeto, assim como o também ex-volante Genílson Rocha Santos, presidente nesses seis anos. Outros ex-jogadores como Alessandro Cambalhota (como atleta) e Guilherme (como treinador em 2016) participaram do ressurgimento da equipe.  

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