Ponte elimina o Santos nos pênaltis e enfrenta o Palmeiras na semi

José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo

O Santos devolveu o placar de 1 a 0 sofrido no jogo de ida em Campinas e venceu a Ponte Preta no Pacaembu nesta segunda-feira (10), mas foi o time do interior quem se classificou nos pênaltis, por 5 a 4, à semifinal do Campeonato Paulista. O adversário da Ponte será o Palmeiras, dono da melhor campanha do Estadual e que decidirá a vaga na decisão em casa.

David Braz, com um lindo voleio, fez o gol da vitória santista no tempo normal, mas depois desperdiçou a única cobrança do Santos nas penalidades, batendo fraco para a defesa de Aranha. Ele foi o único atleta a errar sua batida: Kayke, Jean Mota, Copete e Lucas Lima marcaram pelo time praiano, enquanto Ravanelli, Yago, Clayson, Jadson e Willian Pottker converteram as cinco cobranças da Ponte.

O Santos não ficava fora da final do Estadual desde 2008 - nesse período, foram cinco títulos (2010, 2011, 2012, 2015 e 2016) e três vices (2009, 2013 e 2014). Na outra semifinal do Paulistão, o Corinthians, dono da segunda melhor campanha, enfrenta o São Paulo, que tem o terceiro melhor desempenho até aqui.

David Braz faz golaço, mas comete erro decisivo

ANTÔNIO CÍCERO/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O zagueiro apareceu bem no tempo normal. No oitavo jogo da temporada, David Braz balançou as redes pela primeira vez no ano, e com estilo. Um arremate acrobático, dentro da grande área ponte-pretana, gerou o gol santista na bola parada. Na disputa de pênaltis, porém, o defensor foi de herói a vilão: bateu fraco e facilitou a defesa de Aranha. Foi o único erro nas 10 cobranças.

Quem foi bem: Lucas Lima

Marcello Zambrana/AGIF

Mais uma vez, o camisa 10 santista assumiu a responsabilidade de comandar ofensivamente o time. Dono de um ritmo intenso de movimentação, Lucas Lima por diversas vezes foi até a linha defensiva para ajudar na saída de bola. O jogo mais pensado do Santos saiu dos pés dele, que também converteu a última cobrança santista nos pênaltis com firmeza. Mas não foi suficiente para a classificação.

Quem foi mal: Lucca

Um dos principais destaques ponte-pretanos no Campeonato Paulista, Lucca fez partida apagada no Pacaembu. O jogador emprestado pelo Corinthians pouco colaborou para a equipe ofensivamente, perdeu um gol no começo e ainda sofreu com as subidas de Victor Ferraz em seu setor. A atuação abaixo do esperado fez Kleina tirá-lo ainda no intervalo do confronto decisivo.

Ponte Preta assusta no início

A Ponte Preta ameaçou o Santos no início da partida desta segunda-feira. Sem abdicar de um jogo ofensivo nos primeiros minutos - especialmente com as bolas esticadas para Willian Pottker -, a equipe campineira quase abriu o placar no começo da partida. Lucas Veríssimo, em corte providencial, evitou que Lucca ampliasse ainda mais a vantagem naquele momento.

Santos intenso

Marcello Zambrana/AGIF

Necessitado do resultado, em virtude da derrota no jogo de ida, o Santos exerceu a conhecida pressão da Vila Belmiro no Pacaembu. Diante de um ambiente totalmente favorável - o público tratou o jogo com o peso de um duelo mata-mata -, o time comandado por Dorival Júnior marcou pressão no setor de meio-campo e rapidamente controlou o ritmo de jogo. A intensidade na defesa e a verticalidade tornaram superior o desempenho do clube de Vila Belmiro no tempo normal.

Bruno Henrique: foi pênalti?

O Santos teria a chance de ampliar o placar ainda no primeiro tempo se o árbitro Rafael Gomes Félix da Silva tivesse assinalado um pênalti em cima de Bruno Henrique. Lucca pareceu empurrar o jogador santista dentro da área, mas o juiz considerou o lance normal. O time da casa reclamou muito da jogada.

Pacaembu pede, Dorival atende, mas leva "corneta"

Conforme a partida avançava na segunda etapa, a torcida do Santos se impacientava. Com 1 a 0 de vantagem no placar, o público passou a clamar pela entrada do colombiano Copete. Demorou pelo menos cinco minutos para o treinador atender e colocar o atacante. Mas a opção pela saída de Bruno Henrique irritou os santistas, que imediatamente reclamaram. O atleta substituído precisou mostrar para as arquibancadas que estava com dores para amenizar a "corneta" praiana no Pacaembu.

Gilson Kleina abdica de plano inicial... e depois volta

O técnico da Ponte Preta iniciou a partida com Clayson encostado em Willian Pottker no setor mais ofensivo, em um 4-4-2. Deu certo nos primeiros minutos, quando os visitantes quase abriram o placar. No entanto, o Santos assumiu o controle da partida e obrigou Kleina a mudar. A preocupação recaiu na marcação, e Clayson acabou deslocado para a direita, formando um 4-1-4-1. Atrás no placar, porém, Kleina voltou à estratégia inicial no intervalo com Ravanelli, que entrou no lugar de Lucca, fazendo dupla de frente com Pottker no segundo tempo.

Hora de vestir a capa de chuva

Um problema com a leitura do QR Code dos portões 18 e 20 do Pacaembu atrasou em uma hora a entrada de uma parte dos santistas. O problema diagnosticado às 18h20 (a pouco menos de 2h para o início da partida) acabou resolvido em pouco mais de 60 minutos, quando, enfim, o público entrou pelo setor. Enquanto aguardavam, torcedores sofreram com a forte chuva que atingiu a capital paulista.

FICHA TÉCNICA

Santos 1 (4) x (5) 0 Ponte Preta

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 10/04/2017
Horário: 20h (de Brasília)
Árbitro: Rafael Gomes Félix da Silva
Público: 37.145
Renda: R$ 1.515.650,00

Gol: David Braz, aos 15 minutos do 1º tempo
Cartões amarelos: Vitor Bueno e Victor Ferraz (Santos); Clayson, Reynaldo e Willian Pottker (Ponte Preta)

Santos: Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Renato e Thiago Maia; Vitor Bueno (Jean Mota), Lucas Lima e Bruno Henrique (Copete); Ricardo Oliveira (Kayke). Técnico: Dorival Júnior

Ponte Preta: Aranha; Nino Paraíba (Jeferson), Marllon, Yago e Reynaldo; Jadson, Elton, Wendel (Naldo) e Lucca (Ravanelli); Willian Pottker e Clayson. Técnico: Gilson Kleina

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