Ponte precisa de virada inédita no Paulistão para levar primeiro título

Do UOL, em São Paulo

No Campeonato Paulista, nunca um clube conseguiu o que a Ponte Preta almeja no domingo (07): ser campeã após perder por três gols no primeiro jogo da final. A circunstância é rara e só aconteceu duas vezes. Por coincidência, o Corinthians, rival da Macaca nesta decisão, esteve presente em ambas as ocasiões.

A situação da equipe campineira não é nada simples: entra no gramado de Itaquera a três gols da disputa de pênaltis. Se devolver o placar, decide o título na marca da cal. Para ser campeã no tempo normal, só se golear por quatro ou mais gols.

O Corinthians é o único dos clubes paulistas a já ter vivido tamanha vantagem. Apenas duas vezes um finalista foi à segunda final com três gols de frente. A primeira, em 1999. O time do Parque São Jorge abriu a decisão com 3 a 0 no Palmeiras, e a final se estabeleceu em contexto idêntico ao atual — valendo o saldo de gols. A volta terminou 2 a 2, e a taça foi alvinegra.

As circunstâncias se repetiram dois anos depois. Corinthians 3 x 0 Botafogo-SP em Ribeirão Preto e enorme vantagem alvinegra. Na volta, bastou administrar o placar, jogar com o regulamento e levantar o troféu.

Márcio Fernandes/Folhapress
Ewerthon disputa bola em final entre Corinthians e Botafogo-SP, no Paulistão de 2001

Mais ou menos igual

Situação parecida ocorreu em 1991, mas o regulamento à época era mais benevolente com o perdedor do primeiro jogo. O São Paulo fez 3 a 0 no Corinthians na primeira final daquele ano, mas o placar elástico não importou pois o saldo de gols era ignorado. Por isso a desvantagem alvinegra naquele ano era bem diferente da que a Ponte Preta vive atualmente: para ser campeão, o Corinthians precisava de dois gols em 120 minutos — vencer no tempo normal e também na prorrogação. Mesmo assim, não deu, e o 0 a 0 coroou o Tricolor.

Nenhum time reverteu três gols no Paulistão

A missão da Ponte não se resume a um feito inédito em finais, depende de um feito inédito em qualquer fase eliminatória da história do Campeonato Paulista. O estadual só passou a ter jogos eliminatórios na década de 70, e desde então a vantagem de três gols foi desafiada sete vezes (destaque para a frequente presença corintiana):

1980 — Semifinal do 1º turno — Santos 5 x 1 Botafogo-SP (2 x 0 na volta)
1987 — Semifinal — Corinthians 5 x 1 Santos (0 x 0 na volta)
1991 — Final — São Paulo 3 x 0 Corinthians (0 x 0 na volta)
1999 — Semifinal — Corinthians 4 x 0 São Paulo (1 x 1 na volta)
1999 — Final — Corinthians 3 x 0 Palmeiras (2 x 2 na volta)
2001 — Final — Corinthians 3 x 0 Botafogo-SP (0 x 0 na volta)
2017 — Semifinal — Ponte Preta 3 x 0 Palmeiras (0 x 1 na volta)

Ponte viveu situação inversa nas semis

A última partida da lista acima ocorreu há duas semanas. A Ponte Preta foi muito superior ao Palmeiras, dominou desde o início e fez 3 a 0 no jogo de ida. Foi ao Allianz Parque podendo perder por até dois gols, mas só tomou um e voltou a ter oportunidade de jogar a final estadual após nove anos.

Ale Cabral/AGIF

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