Quinta força? Final do Paulista consolida ainda mais rótulo da Ponte

Marcello De Vico

Do UOL, em Santos (SP)

  • AFP PHOTO / Miguel SCHINCARIOL

    Título da Sul-Americana em 2013 passou bem perto. Ponte só parou no Lanús, na final

    Título da Sul-Americana em 2013 passou bem perto. Ponte só parou no Lanús, na final

O primeiro título de expressão voltou a ficar perto, mas mais uma vez escapou das mãos da Ponte Preta com a derrota para o Corinthians na grande decisão - após 3 a 0 em Campinas e 1 a 1 em São Paulo. Independentemente da conquista ou não, porém, a campanha no Paulistão 2017 reforça a equipe campineira como principal candidata à 'quinta força do Estado de São Paulo', atrás de Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos. A regularidade e os resultados dentro de campo nos últimos anos, além do profissionalismo na gestão do clube, ajudam a lhe credenciar com tal 'status', apesar de contar com alguns concorrentes.

Sem rodeios, a própria Ponte Preta já se autointitula assim e admite que boa parte de seus trabalhos tenta justamente consolidar este rótulo. "A gente vem trabalhando com este objetivo já há algum tempo internamente e acho que, baseado nos últimos resultados, nas últimas campanhas, a Ponte vem numa crescente muito grande não só nas competições paulistas, mas em âmbito nacional também", conta Giovanni Dimarzio, vice-presidente da Ponte Preta, em entrevista exclusiva ao UOL Esporte.

De fato, apesar da ausência de títulos, a Ponte Preta vem acumulando resultados consistentes ao longo dos últimos anos, especialmente a partir do novo século. Em 2001, ficou com o terceiro lugar na Copa do Brasil. Em 2008, só parou no Palmeiras e foi vice-campeã paulista. Em 2012, voltou a chegar perto da decisão do Paulista: eliminou o Corinthians nas quartas, mas acabou derrotada pelo arquirrival Guarani na semi, em jogo único no Brinco de Ouro.

AFP PHOTO / Miguel SCHINCARIOL
O título voltou a ficar perto em 2013, em uma campanha histórica na Copa Sul-Americana que terminou com o segundo lugar. No ano seguinte, o time campineiro garantiu o vice na Série B e retornou para a elite do futebol brasileiro, de onde não saiu mais - fazendo inclusive campanhas sólidas em 2015, com o 11º lugar, e em 2016, com a oitava colocação.

"De uma maneira geral o time vem fazendo boas campanhas e isso realmente credencia a Ponte a se consolidar como quinta força", acrescentou o dirigente.

Administração

Dentre outros fatores que contribuem para a Ponte Preta se consolidar cada vez mais como quinta força do Estado, Giovanni Dimarzio destaca o profissionalismo na administração do clube.

"Acho que o grande segredo da Ponte é justamente uma gestão de ponta, uma administração bem feita, onde as contas são planejadas de acordo com os recebimentos. O clube paga as contas em dias, consegue montar uma estrutura sólida. É uma gestão bem administrada, tanto nas questões dos atletas, como nas questões do dia a dia, com todo espaço que envolve departamento médico, fisiologia", analisa Giovanni.

Concorrentes?

Apesar dos números, resultados e estatísticas, não se pode esquecer de outros concorrentes a este posto. Especialmente por conta de títulos. O Ituano, campeão paulista de 2014 e com boa campanha na Copa do Brasil de 2015, torneio no qual alcançou as oitavas de final, é um deles. Indo mais distante, é possível apontar também dois times do ABC que, apesar da atual má fase, fizeram frente aos grandes do Estado (e até do Brasil) durante um período: o São Caetano, que recentemente retornou à elite do futebol paulista e foi campeão paulista em 2004, além de acumular vices na Libertadores (2002) e no Brasileiro (2001 e 2002), e o Santo André, vice-paulista em 2010 e campeão da Copa do Brasil em 2004.

Mérito da Ponte ou demérito dos outros?

Se por um lado a Ponte Preta faz por merecer o rótulo de quinta força do Estado, por outro pode-se apontar que a atual fase de rivais como Guarani e Portuguesa contribui para que não haja uma concorrência por este posto. Mas não é o que pensa Giovanni Dimarzio. "Acho que é muito mais mérito da Ponte Preta. Não tem nada a ver com os outros clubes. O futebol, de uma maneira geral, ainda é muito injusto com as equipes que têm uma cota menor de televisão, tem uma receita menor. Então acho que é muito mais mérito da Ponte Preta do que um demérito dos outros clubes", completa o vice-presidente do clube campineiro.

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