Diego Souza estreia sem brilho, e São Paulo segue sem vencer no Paulista

Do UOL, em São Paulo

A estreia de Diego Souza com a camisa do São Paulo poderia ter sido muito melhor. O camisa 9 entrou no segundo tempo do empate por 0 a 0 com o Novorizontino neste sábado (20) e, a exemplo de toda a equipe, fez pouco. O Tricolor errou muito, foi pouco criativo e ainda tomou alguns sustos no primeiro teste de seus titulares em 2018. A torcida, que já havia protestado antes do jogo, vaiou o apito final no Morumbi.

O empate é ruim para o São Paulo, que chega ao seu primeiro ponto na temporada. A equipe de Dorival Jr. tem dois pontos a menos que a Ponte Preta, que lidera o grupo B e ainda joga nesta rodada. O Tricolor volta a campo na quarta-feira (24), quando visita o Mirassol. Já o Novorizontino tem quatro pontos no grupo C e pega o Botafogo, em Ribeirão Preto, também na quarta.

Quem foi bem: Rodrigo Caio dá volta por cima e evita gol iminente

A defesa são-paulina como um todo errou demais e sofreu riscos desnecessários durante toda a partida, mas Rodrigo Caio merece créditos. O zagueiro chegou a furar uma bola simples e cometer falta na sequência para não virar vilão, mas acabou sendo providencial em um contra-ataque do Novorizontino em que vários de seus companheiros erraram. Juninho driblou Sidão e corria livre para o gol aberto, mas o defensor se recuperou para travar.

Quem foi mal: Dupla de ataque sumida quase não cria

Marcello Zambrana/AGIF

Lucas Fernandes e Brenner quase não apareceram na partida inteira. O ponta até tentou, mas foi pouco criativo e arriscou de menos mesmo contra uma defesa que não era das melhores. Brenner teve uma boa chance ao cabecear escanteio cobrado no finalzinho do primeiro tempo, mas desperdiçou. Não à toa a dupla acabou substituída por Diego Souza e Cueva.

Diego Souza tem nome gritado e estreia discreta

Não demorou muito para a torcida tricolor cantar o nome de seu novo camisa 9. Os gritos por Diego Souza começaram assim que um membro da comissão técnica de Dorival Jr. correu para atrás do gol, onde os reservas aqueciam. O reforço entrou aos 14 minutos do segundo tempo, substituindo Lucas Fernandes. Como legítimo centroavante, virou a referência do ataque e foi poupado das ações defensivas. Deu alguns passes e arriscou um lance individual, mas mostrou pouco ritmo de jogo e perdeu três bolas. 

São Paulo começa melhor mesmo sem ritmo

O Tricolor não encantou, mas foi melhor. Ganhou a ampla maioria dos duelos individuais e teve maior frequência no ataque, quase abrindo o placar com Petros e Marcos Guilherme. Só faltou capricho e uma dose de atenção, mas o adversário não incomodou porque tinha dificuldades muito maiores. O primeiro tempo sugeriu que, se o rival fosse um pouco melhor, a vida do São Paulo teria sido muito mais complicada.

Novorizontino erra demais e não assusta

As claras fraquezas do time do interior limitaram as suas opções no Morumbi. A equipe de Doriva entrou montada para aproveitar contra-ataques, mas tropeçou nos próprios erros e não foi capaz de construir um sequer. As fragilidades na marcação não foram aproveitadas pelo time da casa, mas o Novorizontino esteve a perigo o tempo todo.

Tricolor usa mais os lados, mas não sai da mesmice

Marcello Zambrana/AGIF

Após o intervalo, o São Paulo melhorou um pouquinho e passou a jogar mais pelas pontas. Ficou geograficamente mais perto do gol adversário, mas ainda sem criar muitas oportunidades. Sem arriscar, o time da casa desistiu dos lances individuais e caiu na monotonia. É verdade que o time do Morumbi jogava melhor que o Novorizontino, mas não o suficiente para fazer os gols.

Dorival Jr. aciona suas principais armas

Marcello Zambrana/AGIF

Sem soluções em campo, o técnico são-paulino resolveu mexer. Colocou Diego Souza e Cueva nas vagas de Lucas Fernandes e Brenner. As mudanças não resolveram a curto prazo, e o Tricolor seguiu pouco criativo e cometendo os mesmos erros. Do outro lado, o Novorizontino passou a arriscar de longe e viveu seu melhor momento.

Sustos e gols anulados na reta final

O Novorizontino passou a gostar do confronto e teve um gol corretamente anulado por impedimento aos 25 minutos. O susto não foi suficiente para acordar o São Paulo, que precisou de um ato heroico de Rodrigo Caio para não sofrer o gol aos 32. Nos minutos finais o Tricolor ainda pediu pênalti em Caíque e teve um gol de Rodrigo Caio também anulado, mas apesar do desespero não conseguiu o gol da vitória. O final da partida foi marcado por muitas vaias, ainda que parte das torcidas organizadas tenham cantado para abafar.

Petros herda braçadeira de capitão

Marcello Zambrana/AGIF

A história do volante no clube ainda é curta, de sete meses e 28 jogos, mas Petros já desponta como líder do elenco tricolor. Ele já tinha se destacado nos momentos de crise do ano passado e neste sábado, no primeiro compromisso do time titular em 2018, assumiu o posto de capitão. Após as saídas de Hernanes e Lucas Pratto, o meio-campista parece ter "vencido" a disputa com Sidão e Rodrigo Caio na linha sucessória da braçadeira.

Blogueiros avaliam novo tropeço tricolor

Mauro Beting destaca as atuações individuais de cada são-paulino em seu blog, citando, por exemplo a timidez de Shaylon e Brenner. Já Alexandre Praetzel lembra que o Tricolor precisa de paciência tanto quanto de resultados: "sem paciência, dificilmente o São Paulo chegará onde quer", escreve. Menon é mais incisivo, argumentando que o clube do Morumbi está colhendo o que plantou; enquanto Milton Neves analisa que faltam ritmo e entrosamento.

Ficha Técnica

São Paulo 0 x 0 Novorizontino

Data: 20 de janeiro de 2018
Local: Estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi), São Paulo-SP
Hora: 19h00 (de Brasília)
Público: 17.171 presentes
Renda: R$ 411.131,00
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira
Assistentes: Tatiane dos Santos Camargo e Vitor Carmona Metestaine
Cartões Amarelos: Rodrigo Caio (São Paulo); Oliveira, Adilson, Jean Carlos e Éder (Novorizontino)
Cartão Vermelho: não houve

São Paulo: Sidão; Militão, Bruno Alves, Rodrigo Caio e Edimar; Jucilei, Petros, Lucas Fernandes (Diego Souza) e Shaylon; Marcos Guilherme (Caíque) e Brenner (Cueva). Treinador: Dorival Jr.

Novorizontino: Oliveira; Tony, Guilherme, Eder e Thalyson; Adilson, Jean Patrick e Jean Carlos (Valdeir); Francis (Cléo Silva), Safira e Ratão (Juninho). Treinador: Doriva.

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