Com Valdivia, SP reforça time de tricolores declarados no elenco

Bruno Grossi

Do UOL, em São Paulo (SP)

  • Arquivo Pessoal

    Rodrigo Caio, quando criança, teve até aniversário temático do São Paulo

    Rodrigo Caio, quando criança, teve até aniversário temático do São Paulo

Não é algo que o São Paulo acredite que vá fazer a diferença na hora de ganhar uma partida ou um título, mas é um fator visto como benéfico para o clube. Com a chegada de Valdivia, a lista de atletas no elenco que já se declararam torcedores do Tricolor aumentou. Por mais que não seja preponderante em uma época onde o profissionalismo prevalece, isso ajuda a aumentar a identificação do time com a torcida, que passa a se sentir mais representada em campo.

A revelação de Valdivia aconteceu em 2016, em entrevista para o canal Desimpedidos, no YouTube. O meia-atacante, sexto reforço do São Paulo na temporada, afirmou que passou a infância como torcedor do clube, no Mato Grosso. A declaração ajudou na aprovação da torcida nas redes sociais quando o Tricolor demonstrou interesse em contratá-lo na semana passada.

Ainda nesta janela de transferências, outro jogador com passado são-paulino acabou no clube do Morumbi. O veterano Nenê, que fez parte da base no Corinthians e jogou por Palmeiras e Santos como profissional, disse a amigos e funcionários do São Paulo que estava realizando um sonho de criança ao defender o Tricolor.

Reprodução/Instagram
Aderllan chorou quando foi apresentado pelo São Paulo

Na temporada passada, o mesmo já havia acontecido com outros dois reforços. O zagueiro Aderllan, emprestado pelo Valencia até o fim deste ano, chegou a chorar na entrevista coletiva de apresentação ao lembrar que não tinha dinheiro para comprar uma camisa do São Paulo na infância. Desde então, ele não troca o uniforme com nenhum adversário e leva as peças para os familiares em Pernambuco.

Arquivo Pessoal
Marcos Guilherme, ainda criança, com camisa do Tricolor

Marcos Guilherme, também emprestado até o fim de 2018, é mais um são-paulino desde pequeno. O atacante já foi conhecer o memorial das conquistas do clube no Morumbi e não escondia a alegria de conviver com o ídolo Diego Lugano. Em entrevista ao UOL Esporte no fim de 2017, afirmou que o ideal é não deixar o lado torcedor entrar em campo para que as emoções não interfiram nos momentos de dificuldade.

Somam-se a eles atletas mais novos no elenco aqueles jogadores que cresceram dentro do São Paulo, construindo um sonho de infância. Rodrigo Caio é o exemplo mais conhecido, entre quem saiu de Cotia, com registros de festas de aniversário temáticas do Tricolor e outras fotos brincando com a camisa do clube. O mesmo acontece com o volante Araruna, que gostava de frequentar o Morumbi como torcedor, e com o meia Igor Gomes, que chegou a treinar com os profissionais nesta semana e que se emociona a cada ida ao CT da Barra Funda.

Há perfis mais discretos, como Lucas Fernandes, e outros que nunca se declararam são-paulinos, mas têm o clube presente na família, como o zagueiro Bruno Alves. E ainda há quem passou a ter um carinho pelo Tricolor por ter se desenvolvido em Cotia, mesmo tendo a infância ligada a outros clubes, pela região do Brasil onde nasceram ou cresceram.

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