Roger cita desentrosamento e lamenta vaias: "Preferia 100 mil adversários"

Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

O técnico Roger Machado lamentou as vaias que parte da torcida do Palmeiras direcionou a alguns jogadores durante a derrota por 1 a 0 para o São Caetano, nesta segunda-feira (1), pelo Campeonato Paulista. Os principais alvos das arquibancadas do Allianz Parque foram o lateral Fabiano, que falhou no gol do adversário, e o zagueiro Juninho.

"Eu tenho que entender o contexto do torcedor. Por vezes, ele não vai gostar da atuação de determinado jogador. Mas como comandante eu tenho que analisar outros contextos, e jamais vou queimar um atleta porque ele não está recebendo o carinho do torcedor. Preciso que o atleta se resgate em campo. Se eu não acreditar nele, é mais fácil dispensá-lo", afirmou.

"Naturalmente, o jogador que não recebe o carinho do torcedor vai fazer um jogo mais inseguro, ou não vai ter tanta confiança para arriscar uma jogada mais difícil. É a paixão do torcedor, mas ter tua torcida te vaiando só traz prejuízo para nós. Preferia estar em campo com 100 mil adversários me vaiando do que 2 mil do meu time desejando que eu não estivesse em campo. Mas isso o jogador tem que recuperar dentro de campo. Eu tenho confiança, ou então não teria colocado", repetiu.

O treinador também citou a falta de entrosamento e de ritmo de jogo como fatores principais para a derrota. Além disso, lamentou o gol sofrido logo aos 7 minutos de jogo, que reforçou a estratégia do São Caetano de se defender e explorar o contra-ataque.

"Não foi um bom jogo, mas foi um jogo em que a gente esteve todo o tempo no campo do adversário, e sofreu alguns riscos pelos contra-ataques. Fica triste pelo resultado, mas fiz algumas observações importantes em relação ao rendimento de alguns jogadores, que a gente sabe que em algum momento vai precisar", avaliou.

"Eu, como treinador, também tinha curiosidade de ver o time atuando como alternativa. Se passar nome por nome, a maioria seria titular em grandes equipes do Brasil. A gente sabe que carece do contexto coletivo, do entrosamento, jogar junto, e isso faz a diferença em qualquer equipe. Não desmerecendo o jogo do nosso adversário, que fez uma estratégia correta e levou até o final, mas pelo volume de jogo, pelo menos com o empate a gente poderia ter saído", completou.

O Palmeiras não vence há quatro jogos no Campeonato Paulista – vem de empates com Linense e Ponte Preta e derrotas para Corinthians e São Caetano. Mesmo assim, está classificado para as quartas de final e lidera seu grupo. O próximo compromisso é nesta quinta (8), em clássico contra o São Paulo, novamente no Allianz Parque.

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