Allianz não poderá receber quartas. WTorre ataca Palmeiras em nota oficial

Danilo Lavieri

Do UOL, em São Paulo

  • José Edgar de Matos/UOL

    Allianz Parque não poderá receber jogo das quartas de final do Paulista

    Allianz Parque não poderá receber jogo das quartas de final do Paulista

O Palmeiras não poderá jogar as quartas de final do Paulistão na sua casa, no Allianz Parque. O local receberá um evento e não estará apto para sediar o duelo de volta com o Novorizontino, marcado para a próxima terça-feira. A Federação Paulista de Futebol já confirmou a troca do palco da partida.

Em carta aberta, a WTorre alega que avisou a direção palmeirense há mais de um mês e que o clube não soube exercer a sua prioridade para mudar a data proposta pela Federação Paulista de Futebol.

"Não conseguimos entender é o motivo pelo qual a Sociedade Esportiva Palmeiras, primeira colocada na fase de grupos do Campeonato Paulista, e privilegiada por jogar as partidas de volta em seu estádio, está abrindo mão desse direito, uma vez que estava ciente da não disponibilidade de seu estádio. Como dissemos, o Palmeiras foi informado no dia 8 de fevereiro de 2018 da realização deste evento para 5 mil pessoas – que ocorre no dia 20 de março", afirma a empresa no comunicado.

O evento que reservou a arena receberá 5 mil pessoas e não danificaria o gramado. Com isso, o jogo poderia ser marcado para qualquer dia da semana, com exceção dos dias 19 e 20. 

Vale ressaltar que também há uma chance de o Palmeiras não atuar em casa na semifinal também por conta da agenda de shows do Allianz Parque, que receberá a banda Depeche Mode no dia 27.

Confira o comunicado da construtora:

Carta aberta à torcida palmeirense,

Nesta terça-feira, dia 13, a Federação Paulista de Futebol anunciou as datas dos jogos pelas quartas de finais do Campeonato Paulista 2018. Para a nossa surpresa, a partida entre Palmeiras e Novorizontino foi marcada para terça-feira (20), às 20h30, o que inviabiliza sua realização no Allianz Parque, por conta de evento previamente agendado e de conhecimento do clube desde o dia 8 de fevereiro de 2018.

Segundo algumas informações que nos foram passadas, as datas das partidas foram definidas em função das rodadas do final de semana anterior (17 e 18 de março), envolvendo todas as equipes classificadas para as quartas de finais do Campeonato Paulista. Caso esse argumento seja, de fato, verdadeiro, ele nos gera estranhamento: por que o primeiro colocado da competição deveria ser sacrificado por conta de um problema dos outros times e de outros campeonatos?

Em nossa opinião, ao primeiro colocado deveria ser preservado o direito de decidir em sua casa, como prevê o regulamento. Ou não?

Não conseguimos entender é o motivo pelo qual a Sociedade Esportiva Palmeiras, primeira colocada na fase de grupos do Campeonato Paulista, e privilegiada por jogar as partidas de volta em seu estádio, está abrindo mão desse direito, uma vez que estava ciente da não disponibilidade de seu estádio.

Como dissemos, o Palmeiras foi informado no dia 8 de fevereiro de 2018 da realização deste evento para 5 mil pessoas – que ocorre no dia 20 de março.

Portanto, há mais de 30 dias, o clube estava ciente de que a realização da partida das quartas de finais seria possível no dia 21 (com algum esforço da equipe da arena) e no dia 22 (com toda a tranquilidade).

A antecipação da data para terça-feira quebrou todo o nosso planejamento, pois com o desempenho da equipe no campeonato, imaginávamos que o Palmeiras teria direito de disputar a segunda partida em sua casa. Infelizmente não foi o que ocorreu, gerando prejuízo esportivo e financeiro ao clube.

E mais um fato a se estranhar: mesmo ciente dessa impossibilidade, Federação Paulista de Futebol e Sociedade Esportiva Palmeiras anunciam na data de hoje o jogo com realização no Allianz Parque. O motivo dessa desinformação ao torcedor é uma incógnita, assim como permanece uma incógnita o líder da primeira fase do campeonato não poder atuar em sua casa.

Como previsto em contrato, o Allianz Parque não apenas sobrevive, como é exemplo de gestão internacional, sem utilizar R$ 1,00 das receitas de bilheterias dos jogos do Palmeiras. Portanto, também como previsto em contrato, as receitas para manter a arena confortável e segura, operando em nível de alto padrão, são aquelas "extra-futebol", especialmente os eventos.

Em função disso, achamos por bem vir a público esclarecer o torcedor palmeirense, que quebra recordes atrás de recordes no Allianz Parque, que dá espetáculo de vibração e comportamento e merece todo nosso respeito.

Direção do Allianz Parque

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