Ex-corintianos esquecem do passado e torcem por filhos são-paulinos na semi

José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

  • AFP Photo

    Os são-paulinos Jean e Militão são filhos de ex-jogadores do Corinthians

    Os são-paulinos Jean e Militão são filhos de ex-jogadores do Corinthians

Dois ex-jogadores do Corinthians vão acompanhar de perto a semifinal do Campeonato Paulista na torcida pelo São Paulo. O motivo para o ex-lateral direito Valdo Militão e o ex-goleiro Jean mudarem de lado é mais do que compreensível. Além de terem em comum a passagem pelo alvinegro, os dois são pais de jogadores que levam os seus nomes e atuam no Tricolor nas mesmas posições em que a dupla construiu a carreira.

"Tenho apreço pelo Corinthians, que é o time do meu pai, e por ter sido um clube que eu defendi, mas vou torcer para que corra tudo bem com o meu filho. Não vou falar que sou anticorinthians, mas torço pelo sucesso do meu filho", disse Jean, que defendeu o Corinthians em 2007 e hoje é preparador de goleiros do Bahia. 

Reprodução
O ex-goleiro Jean
"É claro que é diferente, mas o torcedor entende que é uma parte de mim, tenho de torcer pelo bem dele sempre. É questão de pele. O resultado que vier é consequência, o carinho e o respeito são diferentes", completou o ex-goleiro.

Com Valdo Militão, a história não poderia ser diferente. Campeão paulista e da Copa do Brasil do 1995, o ex-jogador acompanha sempre que possível as partidas do filho. Ele só não vai estar no Morumbi neste domingo, a partir das 16h, no primeiro jogo da semifinal, por causa de um outro compromisso pessoal.

"É claro que vou torcer para o meu filho mesmo contra o Corinthians. Encaro como se fosse qualquer outro time. Só não vou ao estádio porque tenho de estar em Presidente Prudente no mesmo dia", afirmou Valdo, que curiosamente atua em algumas partidas pelo másters do Corinthians no interior do estado.

Arquivo pessoal
Valdo com torcedores do Corinthians. Ele defende o clube em jogos de veteranos
 

Até mesmo por conta dessa ligação, os dois ainda mantêm bom relacionamento com o adversário do São Paulo. "Tenho amigos no Corinthians, o preparador de goleiros é meu amigo, o roupeiro, já joguei contra o Cássio. Mas é o que lhe falo, tenho respeito por todos os clubes que passei, mesmo trabalhando no Bahia não quero mal de ninguém, mas torço pelo sucesso dos meus filhos", reafirmou Jean.

No dia a dia, os dois, como a maior parte dos pais, tentam passar conselhos para os filhos. "Quando a gente pode, conversa sempre. Passamos algumas coisas que vivemos na vida, experiência dentro de campo. No meu caso, ter os dois filhos como goleiro é bom, mas é o mais gratificante é que eles sejam boas pessoas. O Jean tem 22 anos, é moleque ainda, depende de adaptação. Chegou a um clube gigante e até se aclimatar leva um tempo. Ele joga bem com os pés, às vezes se sobressai mais do que embaixo das traves, mas não dá para puxar responsabilidade para a gente e querer toda hora jogar com os pés. Mas ele está bem. Pedi para ter paciência, o Sidão é um baita de goleiro. Ele vai aprender com o Sidão e jogadores experientes, vai crescer muito. Tomara que todos ainda ouçam falar dele e, quem sabe, em uma futura Copa do Mundo", disse Jean.

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