São Paulo votará balanço e contratos com Adidas e Globo; veja detalhes

José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

  • Gabriela Di Bella-18.jan.2016/Folhapress

    O presidente do São Paulo, Leco

    O presidente do São Paulo, Leco

Não é só dentro de campo com a semifinal do Campeonato Paulista contra o Corinthians que o São Paulo vive dias decisivos. O clube tenta aprovar as propostas de contrato com a Adidas e a Rede Globo e apresentar o balanço patrimonial de 2017 na reunião do Conselho Deliberativo nesta segunda-feira à noite, no Morumbi. O UOL Esporte teve acesso aos números das peças, que podem gerar boa parte da receita tricolor das próximas temporadas.

O acordo com a emissora prevê a cessão de direitos de transmissão em TV aberta e fechada dos jogos da Série A do Campeonato Brasileiro, de 2019 a 2024. Como luvas, o São Paulo receberá R$ 20 milhões no momento da assinatura do contrato.

Na sequência, os valores serão variáveis de acordo com performance do time e a exposição. No total, serão R$ 600 milhões divididos entre todos clubes, sendo 40% distribuídos de maneira igual para os que disputam a Série A, 30% por desempenho esportivo e outros 30% por exposição em TV. Não serão computados ainda as placas de propaganda no campo, que poderão ser comercializadas pelo São Paulo, e o direito de transmissão internacional.

Já no caso da Adidas, o contrato propõe um novo modelo de negócio para o São Paulo. Ao contrário da atual fornecedora, Under Armour, que tinha um valor mínimo de patrocínio e de venda de material esportivo girando em torno de R$ 17 milhões anuais, a empresa alemã não oferece uma quantia mínima.

Porém, o clube acredita que poderá ganhar mais desta maneira (cerca de R$ 20 milhões, ao menos). Serão 50 mil peças por ano como enxoval e 26% de royalties. Caso as vendas superem os R$ 25 milhões por ano, os royalties subirão para 30%.

Já no balanço do clube de 2017, a participação de terceiros nos contratos de jogadores diminuiu, da mesma maneira que o endividamento bancário. Já o superavit para o período foi de R$ 15 milhões, sendo que a previsão inicial era de deficit de R$ 7,5 milhões. A venda de jogadores, como David Neres (para o Ajax) e Luiz Araújo (para o Lille) contribuíram para tais números fossem registrados.

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