Carille critica Aguirre e acusa rival de esnobá-lo; são-paulino minimiza

José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo (SP)

Dentro de campo, muito do clima quente do clássico entre São Paulo x Corinthians teve como protagonistas o meia Nenê e o técnico Fábio Carille. Depois da derrota por 1 a 0, porém, o corintiano deixou a discussão com o jogador de lado e mirou as críticas para a atitude de outro personagem são-paulino: o técnico Diego Aguirre.

Em entrevista concedida após a derrota que deixa o Corinthians em desvantagem no duelo pela semifinal do Paulista, Carille explicou o motivo de deixar o Morumbi incomodado com a postura do treinador são-paulino, que não o cumprimentou durante a partida.

"Dei uma dura nele sim [Diego Aguirre]. Ele passou na minha frente e não me cumprimentou. Isso me deixou muito chateado. Ele teve a cara de pau de falar que não me conheceu. Ele vai saber o tratamento que ele vai ter Arena", disse Carille, que costumeiramente presenteia os treinadores rivais com um kit e a escalação na Arena Corinthians.

A situação entre os treinadores ficou estremecida, e Carille deixou no ar que pretende retaliar a atitude de Aguirre no segundo jogo da semifinal, que será disputado na Arena Corinthians."Sempre falo que técnicos estrangeiros podem vir desde que venham para acrescentar. Eu fiquei muito chateado. O cara que já trabalhou aqui [dirigiu Atlético-MG e Inter] e falar que não me conhece foi um desrespeito. Não tem panos quentes. Vamos ver no próximo jogo", acrescentou Fábio Carille.

Por sua vez, o técnico são-paulino mostrou um certo espanto ao ser questionado sobre a acusação do rival. "Fico surpreso que essa seja a primeira pergunta da coletiva. Normalmente as coisas ficam dentro de campo, mas agora que me pergunta, foi normal, estava focado no jogo, pensando no jogo... Eu não reconheci ele, é verdade, porque não estava pensando nisso", concluiu Aguirre.

Aguirre seguiu firme na sua versão do desentendimento e ainda elogiou Carille. "Depois do jogo fui pedir desculpa porque não o reconheci. Nunca tive nenhuma diferença com treinadores na carreira, é uma coisa que não existe e fica dentro de campo. Ele é um treinador que eu gosto bastante. Ele é um fenômeno. Não tenho nada para falar contra. Não tenho mais o que falar sobre o que não existe", finalizou o treinador são-paulino.

Fato é que na próxima quarta-feira (28), às 21h45 (de Brasília), os dois treinadores voltarão a ficar lado a lado em um jogo que vale a vaga na final do Campeonato Paulista.

Polêmica Nenê e Carille fica em segundo plano

Se criticou duramente o companheiro de profissão, Carille foi bem mais ameno sobre a discussão que teve com o meia Nenê. O técnico se irritou com o jogador no primeiro tempo, quando ele devolveu uma bola para a lateral após Emerson Sheik ser atendido. Carille gesticulou em direção ao jogador, que respondeu. Minutos depois, Nenê marcou o gol são-paulino na partida e gritou em direção ao banco de reserva do Corinthians, gerando outro bate-boca.

Após a partida, Carille minimizou a discussão. "Ele briga pelo time dele. E eu brigo pelo meu. Foi coisa do calor do jogo", explicou o treinador. 

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