Virou regra? Comemoração gera novo bate-boca em São Paulo x Corinthians

José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo (SP)

Pelo terceiro clássico consecutivo no Morumbi, uma comemoração de gol gerou polêmica em São Paulo x Corinthians. Ao marcar o único gol da partida e dar a vitória ao São Paulo por 1 a 0 neste domingo, o meia Nenê comemorou em frente ao banco de reservas corintiano e ao técnico rival Fábio Carille. A ação do meia-atacante gerou reclamações e bate-boca entre os jogadores ao fim do primeiro tempo.

Nenê e Fábio Carille já tinham discutido minutos antes de o meia são-paulino abrir o marcador no Morumbi. O comandante corintiano reclamou da postura do adversário em um momento de Fair Play. O são-paulino não recuou, discutiu com o adversário e revoltou os corintianos.

O autor do único gol do clássico minimizou a atitude no intervalo da partida. "Só olhei para ele [Fábio Carille], porque na jogada anterior na lateral ele tinha falado um palavrão para mim. Não incitei, mas se levou a essa impressão, peço desculpas", afirmou à TV Globo na saída do campo.

O ato de Nenê não foi bem recebido, como revelou o volante Ralf. "Ele é profissional e sabe o que está fazendo, beleza. Só espero que não se sinta ofendido se sofrer um gol", respondeu o corintiano.

É a terceira vez que uma comemoração de gol influencia no clima de um São Paulo x Corinthians recente. Maicon, ao imitar uma galinha, e Gabriel, que fez gestos obscenos à torcida são-paulina no Brasileiro do ano passado, também pautaram as discussões sobre o clássico no Morumbi.

Pós-jogo, assunto é minimizado

O assunto pautou boa parte das perguntas aos atletas e técnicos depois da vitória são-paulina no Morumbi. A maioria tentou minimizar o ato de Nenê e o bate-boca ocorrido, mas há quem deixou o estádio incomodado, como o zagueiro corintiano Pedro Henrique.

"Quarta vamos pensar só na nossa classificação. No lance do fair play, uma atitude de homem seria tocar a bola para o Cássio. E depois ele foi comemorar no nosso banco. Ele vai pensar quando deitar no travesseiro", disse na zona mista o jovem defensor que substituiu o paraguaio Balbuena neste domingo.

Emerson Sheik e Fábio Carille, por outro lado, procuraram basicamente encerrar o assunto. O técnico corintiano, principal envolvido no bate-boca com o meia são-paulino, pouco falou sobre a atitude de Nenê.

"O comentário que faço é que ele briga pelo time dele e eu brigo pelo meu. Foi coisa do calor do jogo", disse Carille, enquanto Sheik até elogiou o adversário.

"Se porventura aconteceu, é uma falta de respeito. É difícil até acreditar que o Nenê tenha feito isso porque é um cara de uma índole boa, um cara que eu conheço. Tenho que ver as imagens antes de falar", afirmou Emerson Sheik.

O próprio Nenê também adotou um discurso mais cauteloso e evitou novas provocações. "Não teve incitação de nada, antes de o jogo recomeçar o árbitro chamou a gente e pudemos conversar tranquilos e ficou tudo numa boa. Não, foi falta de respeito ao incitar algo. Simplesmente aconteceu ali, já conversamos sobre isso. Não acredito que isso interfira em nada e temos de pensar só no nosso trabalho", comentou.

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