Roger esconde time e diz que tirou lições de derrota para o Corinthians

Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

  • Cesar Greco/Ag Palmeiras

    Roger orienta o Palmeiras no clássico contra o Corinthians na primeira fase do Paulista

    Roger orienta o Palmeiras no clássico contra o Corinthians na primeira fase do Paulista

O técnico Roger Machado não revelou a escalação do Palmeiras para o primeiro jogo da final do Campeonato Paulista, que acontece neste sábado (31), às 16h30, na Arena Corinthians. Após uma atividade fechada para a imprensa nesta sexta (30), o comandante alviverde manteve o mistério sobre os retornos de Marcos Rocha, que se recupera de sobrecarga muscular, e Borja, que voltou a ficar à disposição após defender a seleção colombiana.

"Obviamente que a escalação a gente já tem definida, mas para fazer a manutenção do mistério e da estratégia de jogo, a gente só vai divulgar amanhã. Tenho boas alternativas, pode ser Willian e Keno na frente, tenho o retorno do Miguel (Borja), que é nosso artilheiro do ano. O primeiro jogo da decisão pode ser com estratégia diferente também. Mas vou levar até o jogo", disse o treinador.

A tendência é que Marcos Rocha esteja recuperado e comece jogando, apesar de ter feito somente uma parte do trabalho desta sexta com o restante do elenco. Já na frente, a dúvida é mais ampla. Roger gostou do ataque mais móvel com Willian como centroavante e Keno na ponta, mas Borja vivia ótima fase antes de sair para defender a seleção.

Roger disse ainda que levou lições importantes do clássico da primeira fase, quando o Palmeiras perdeu por 2 a 0 em Itaquera e conheceu sua primeira derrota da temporada. O treinador evitou classificar aquele jogo como um "divisor de águas", mas afirmou que a partida serviu para fazer observações importantes, para que ele possa definir uma estratégia mais eficiente contra o Corinthians.

"A dificuldade que (o Corinthians) nos gerou nos dá elementos para, em um segundo confronto, a gente estar melhor preparado e adaptado para o esquema do adversário", afirmou. "Os jogos sempre te dão algum elemento. A derrota no clássico pôde mostrar algumas coisas com relação a estratégia, estrutura, mudanças de características das peças. É um constante alinhar de rota e trajetória, então não vejo como divisor de águas, mas como um jogo importante que deu elementos para você poder lidar".

Depois da derrota para o Corinthians, Roger fez a grande mudança na estrutura do Palmeiras na temporada até aqui: sacou Tchê Tchê do time para a entrada de Bruno Henrique, mudando também o sistema de um 4-1-4-1 para um 4-2-3-1, com Lucas Lima mais solto e marcando mais à frente. Pressionando mais a saída de bola adversária, o Palmeiras cresceu de produção. Resta saber se o treinador guarda alguma surpresa para o primeiro confronto decisivo do Paulistão neste sábado.

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