Após receio de ser 'novo Cristian', Ralf vira aposta de Carille na final

Dassler Marques e Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

  • Rodrigo Gazzanel/Ag.Corinthians

    De volta ao Corinthians, Ralf voltará a ser titular numa final de campeonato

    De volta ao Corinthians, Ralf voltará a ser titular numa final de campeonato

Um retorno inesperado vai culminar em uma titularidade numa final mais improvável ainda. Menos de dois meses de voltar ao Corinthians como opção no banco de reservas, o volante Ralf virou uma das apostas do técnico Fábio Carille para a decisão contra o Palmeiras neste domingo, no Allianz Parque.

O jogador de 33 anos desbanca, assim, Gabriel, titular da posição durante toda a temporada 2017 e também no início deste ano. Para chegar a tal condição, entretanto, Ralf precisou lidar com a desconfiança após duas temporadas no futebol da China.

De acordo com apuração do UOL Esporte, o experiente volante tinha muita preocupação em se tornar mais um caso de jogador que retorna ao clube em que se consagrou para, na sequência, arranhar a imagem. O roteiro foi colocado em prática por Cristian, que voltou ao Corinthians em 2015, pouco jogou e acabou cobrado pelos torcedores por causa dos altos salários e o baixo desempenho.

Para evitar isso, Ralf teve precaução em adotar um discurso humilde, além de se preparar para a hipótese do banco de reservas. O volante também acertou um contrato sem que os valores destoassem dos demais - em torno de R$ 300 mil.

Em campo, Ralf impressionou o técnico Fábio Carille pelo avanço técnico. Após o jogo contra o Bragantino, na partida de volta das quartas de final, o comandante alvinegro brincou ao dizer que o volante havia "trocado os joelhos" na China.

Uma das explicações para a melhora na troca de passes, um dos pontos fracos de Gabriel, está ligada à necessidade que Ralf encontrou na China. Por ser um dos poucos estrangeiros do Beijing Guoan e jogar ao lado do Renato Augusto no meio-campo, ele tinha de passar a bola.

No Corinthians, com Tite, Ralf ficou conhecido pela característica de destruição, pois o treinador raramente deixava os dois volantes avançar. No futebol chinês, obrigatoriamente, ele tinha de construir mais, avançando até na bola longa. Vale lembrar que Ralf chegou a ser camisa 10 em clubes menores no começo da carreira. Na base do São Paulo, o volante era número 8.

Outro ponto favorável a Ralf é a questão do peso. Na primeira passagem no Corinthians, o volante enfrentou problemas para se manter na melhor forma física, especialmente na temporada 2014.

Dessa vez, diferentemente de outros jogadores que voltam da China e demoram a engrenar, Ralf já parece estar muito bem. Na Ásia, ele realizava treinamentos específicos por fora. Além disso, o fato de ter entrado aos poucos no Corinthians também pode ter ajudado e recuperar o ritmo - antes de reestrear pelo clube, o jogador tinha disputado a última partida em novembro.

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