Andrés rebate presidente do Palmeiras: "Para quem perde é Paulistinha"

Do UOL, em São Paulo

  • Daniel Vorley/AGIF

Diante da revolta do presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, logo após a derrota nos pênaltis para o Corinthians na final do Campeonato Paulista, neste domingo (8), o mandatário alvinegro, Andrés Sanchez, aproveitou para rebater e provocar o rival.

"Triste [a decisão palmeirense de boicotar a cerimônia de premiação do Paulista], porque até a semifinal era o Paulistão, ele [Maurício Galiotte] mesmo falou. Eu nunca elogiei o Paulista e nunca reclamei. Eu entendo que o calendário é muito complicado, nós temos que rever os Regionais, Copa do Brasil, Libertadores. Temos que rever um monte de coisa. Agora, para quem perde é realmente Paulistinha", provocou o presidente do Timão na zona mista, pouco depois do jogo.

A revolta do Palmeiras com a arbitragem do clássico se dá porque, no segundo tempo, o árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza marcou pênalti de Ralf em Dudu, mas, depois de conversar com o quarto árbitro e os outros assistentes, voltou atrás, marcando escanteio para o time alviverde.

Andrés Sanchez, comentando o lance, até seguiu a linha de argumentação palmeirense, mas disse "fazer parte do processo" e não perdeu a oportunidade de dar mais uma provocada no oponente derrotado.

"Já voltaram [lances] várias vezes. Eu sou contra. Aliás, muitas coisas que estão querendo impor ao futebol eu sou contra. Agora, pênalti todo mundo viu que não foi. Se o quarto árbitro achou que tinha que voltar e avisar que não foi pênalti, faz parte do processo. Não concordo. Eu acho que a decisão é do juiz em qualquer situação. Ou põe árbitro de vídeo, e se decide alguns lances. Não é qualquer lance que vai se decidir também. Mas perder, chorar é duro", acrescentou.

Pelas discussões que o lance traz, e até mesmo pela citação de Andrés à utilização do árbitro de vídeo, foi colocado pelos jornalistas o fato de que o presidente, em nome do Corinthians, votou contra a aplicação da tecnologia no Campeonato Brasileiro de 2018, em reunião do Conselho Técnico da competição, em fevereiro deste ano. Ele se defendeu, justificando a escolha.

"Não, não é isso aí, não [sobre o Corinthians ser contra o árbitro de vídeo]. Eu fui contra porque ninguém sabia quanto custava, ninguém participou da licitação, ninguém sabia quanto valia. Ó, aqui vale R$ 20 milhões, na Europa vale R$ 3 milhões. Então eu fui contra por causa disso. Eu acho que, a partir do momento em que se definir o que o árbitro de vídeo pode participar, eu sou a favor. Tem que por regras. Hoje o Mauricio [Galiotte] está chorando aí, mas é duro, ele não pode reclamar", encerrou.

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